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RIO GRANDE DO NORTE

sexta-feira, 19 de maio de 2017

NOME DO JUDICIÁRIO SERIA MAIS BEM ACEITO PELA POPULAÇÃO EME ELEIÇÕES DIRETAS OU INDIRETAS, DIZ ANALISTA.

Caso as denúncias envolvendo o presidente Michel Temer, divulgadas na quarta-feira pelo jornal O Globo, afetem a permanência dele no cargo, um nome do Judiciário seria o mais bem aceito pela população para assumir a Presidência - seja no caso de eleições diretas ou indiretas.
A análise é de Danilo Cersosimo, diretor à frente da Ipsos Public Affairs, consultoria que realiza pesquisas na área política e responsável pelo Barômetro Político, que avalia a popularidade de figuras públicas.

"Pensando na opinião pública, um nome vindo do Judiciário seria muito bem aceito em ambos os casos, especialmente nesse mais provável cenário de eleição indireta. De todos os nomes que a gente avalia, o índice de rejeição é muito mais baixo entre membros do Judiciário do que da classe política."
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Michel Temer nega as acusações e afirmou que defende as investigações de denúncias divulgadas pela imprensa.
"Nunca comprei o silêncio de ninguém", disse ele em pronunciamento feito na tarde desta quinta-feira, referindo-se às acusações de que teria dado aval ao pagamento, pela JBS, de propina ao deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), preso em Curitiba.
"Não renunciarei", declarou, exaltado, o presidente.
No levantamento mais recente da Ipsos, de abril, nomes como Sergio Moro e Joaquim Barbosa aparecem com os maiores índices de aprovação - 63% e 51% , muito à frente do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o terceiro com a maior aprovação e o mais bem avaliado entre os políticos.
Ainda nesse espectro, a atual presidente do Supremo Tribunal Federal, Cármen Lúcia, também tem avaliação positiva de 26%, à frente de políticos como Fernando Henrique Cardoso, Dilma Rousseff e Marina Silva (todos com 23%).
"Só o fato de a personalidade carregar a grife do Judiciário a faz sair na frente nesse cenário de crise."
Ainda de acordo com Cersosimo, uma eleição indireta - que seria o caminho constitucional caso o presidente renuncie ou tenha seu mandato cassado - não acalmaria os ânimos da população.
"Só o fato de uma eleição indireta manteria a inconformidade e de falta de confiança do brasileiro em relação ao rumo do país. O Congresso não goza de nenhum prestígio junto a sociedade e a maioria dos principais líderes e figuras mais proeminentes, é mal avaliada ou desconhecida. Essa opção não seria bem aceita."
Segundo o analista, a Ipsos vem testando algumas perguntas sobre a eventual saída de Temer desde o ano passado, após o impeachment.
O instituto estava incluindo esses questionamentos à população por causa do processo que corre no Tribunal Superior Eleitoral, que pede a cassação da chapa Dilma-Temer por eventuais irregularidades na campanha presidencial de 2014.
"Nós notamos que, desde o impeachment, neste último ano, o que o brasileiro mais queria eram novas eleições. Não era Temer a opção preferida, nem somente a saída da Dilma, mas uma nova eleição, o novo."
No caso de uma eventual eleição indireta, o atual presidente da Câmara, Rodrigo Maia, assumiria interinamente até que o pleito fosse realizado.
Mas as pesquisas recentes apontam que ele também não atende aos anseios da população por renovação.
"Rodrigo Maia é desconhecido por metade da população e rejeitado pela outra metade, não tem nenhuma imagem positiva. Além disso, ele já carrega o nome denunciado na Lava Jato", diz o diretor da Ipsos.
"É difícil pensar em um nome no Congresso que consiga conduzir o Brasil no caso de uma eleição indireta."
VEJA MATÉRIA COMPLETA AQUI

Fonte: Neli Pereira/BBC
Foto: Reuters/STF/Getty

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