Erickson Fabiano Martins Ferreira atacou a vítima no bairro Cidade 2000. Após ser preso, ele afirmou à polícia que "terminaria o serviço" assim que fosse solto.
De acordo com os autos do processo, Erickson possuía uma medida protetiva que o proibia de se aproximar da vítima, mas ignorou a ordem judicial. Testemunhas relataram que havia "bastante sangue pelo asfalto", evidenciando a gravidade das lesões.
A vítima foi socorrida e levada ao Hospital Geral de Fortaleza (HGF). Até a publicação desta matéria, não havia atualizações sobre seu quadro clínico.
As dores do feminicídio que não aparecem nas estatísticas
De acordo com o documento de audiência de custódia obtida pelo O POVO, além de resistir à ação policial e ofender os agentes, chamando-os de safados, pilantras e palavrões pejorativos, Erickson fez uma ameaça direta à ex-companheira após a tentativa de feminicídio. Segundo o depoimento dos policiais, o agressor afirmou que, "se a vítima não morresse, quando ele se soltasse iria terminar o serviço". A declaração foi citada pela Justiça como prova da intenção de matar persistente e da necessidade de mantê-lo preso.
Medida protetiva e antecedentes criminais
Na decisão que converteu a prisão em flagrante para preventiva, a Justiça destacou que Erickson é reincidente e possui "inúmeras condenações". Atualmente, ele cumpria pena em regime aberto por furto simples."Essas circunstâncias revelam acentuado grau de periculosidade e demonstram desajuste comportamental, sendo possível conceber que, solto, poderá voltar a ter atitudes socialmente perigosas", diz trecho da decisão judicial.Erickson responderá por tentativa de feminicídio, descumprimento de medida protetiva, resistência e desacato.
Fonte: Jéssika Sisnando/O Povo
Foto: Júlio Caesar
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COMENTÁRIO SUJEITO A APROVAÇÃO DO MEDIADOR.