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sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

AÇAÍ CONTAMINADO FAZ 36 VÍTIMAS E ACENDA ALERTA NO AUMENTO DE DOENÇA DE CHAGAS

Janeiro e fevereiro costumam concentrar o maior número de novos registros da Doença de Chagas no Pará, especialmente em casos ligados ao consumo de açaí contaminado. A transmissão ocorre quando o alimento entra em contato com fezes do inseto conhecido como “barbeiro”, que carrega o protozoário Trypanosoma cruzi. A infecção é rápida e os sintomas surgem poucos dias depois da ingestão.

Em Ananindeua, na Região Metropolitana de Belém, a situação preocupa. Já são 36 casos confirmados e três mortes contabilizadas pelas autoridades de saúde do município.

O primeiro óbito foi registrado no início de janeiro. A vítima, o técnico óptico Ronald Maia, de 26 anos, teria ingerido açaí comprado em um ponto da Cidade Nova 6. Cerca de três dias depois, ainda em novembro de 2025, ele começou a apresentar os primeiros sinais da doença.

Familiares afirmam que Ronald comprava o produto com frequência no mesmo local e não suspeitou que os sintomas estivessem ligados à Doença de Chagas. Durante vários dias, ele buscou atendimento médico, mas não recebeu o diagnóstico correto.

A viúva, Dayse Cardoso, contou que apenas nos últimos momentos de vida o companheiro passou a desconfiar que a origem do problema poderia estar no açaí. “Foram dias de sofrimento, sem que ninguém fizesse o exame certo. Ele morreu sem saber o que tinha”, relatou.

Segundo Dayse, a tragédia poderia ter sido evitada. “Por falta de fiscalização, a vida do meu companheiro custou um litro de açaí”, desabafou.

As autoridades reforçam o alerta para os cuidados no consumo do produto, especialmente em períodos de maior risco, e intensificam ações de vigilância sanitária para evitar novos casos.

Fonte: Bodim de Marabá

TÍTULO NOSSO

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