Em Ananindeua, na Região Metropolitana de Belém, a situação preocupa. Já são 36 casos confirmados e três mortes contabilizadas pelas autoridades de saúde do município.
O primeiro óbito foi registrado no início de janeiro. A vítima, o técnico óptico Ronald Maia, de 26 anos, teria ingerido açaí comprado em um ponto da Cidade Nova 6. Cerca de três dias depois, ainda em novembro de 2025, ele começou a apresentar os primeiros sinais da doença.
Familiares afirmam que Ronald comprava o produto com frequência no mesmo local e não suspeitou que os sintomas estivessem ligados à Doença de Chagas. Durante vários dias, ele buscou atendimento médico, mas não recebeu o diagnóstico correto.
A viúva, Dayse Cardoso, contou que apenas nos últimos momentos de vida o companheiro passou a desconfiar que a origem do problema poderia estar no açaí. “Foram dias de sofrimento, sem que ninguém fizesse o exame certo. Ele morreu sem saber o que tinha”, relatou.
Segundo Dayse, a tragédia poderia ter sido evitada. “Por falta de fiscalização, a vida do meu companheiro custou um litro de açaí”, desabafou.
As autoridades reforçam o alerta para os cuidados no consumo do produto, especialmente em períodos de maior risco, e intensificam ações de vigilância sanitária para evitar novos casos.
Fonte: Bodim de Marabá
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