Cão comunitário Orelha foi agredido por quatro adolescentes na Praia Brava de Florianópolis, em Santa Catarina
“O caso do cão comunitário Orelha ganhou o Brasil e o mundo. E eu digo com sinceridade: ainda bem. Ainda bem que a sociedade não aceita mais a crueldade. Ainda bem que a violência contra os animais não passa mais em silêncio”, afirmou.
O governador disse que tomou conhecimento do crime e destacou que o animal era dócil e querido pela comunidade. “Confesso que custei a acreditar. Adolescentes, jovens de famílias estruturadas, agredindo um cão por pura maldade. Um animal dócil, que não oferecia risco algum, cuidado e amado por toda a comunidade. Orelha não era apenas um cachorro, ele fazia parte daquele lugar”, diz.
Jorginho também levantou questionamentos sobre a gravidade do ato. “Esse episódio nos obriga a refletir: um jovem de 15, 16 ou 17 anos realmente não sabe o que está fazendo? O que alguém capaz de matar um animal indefeso pode se tornar no futuro? Que tipo de sociedade estamos formando?”.
Segundo o governador, a Polícia Civil agiu com rapidez desde a solicitação feita por ele no dia 16 de janeiro até a operação realizada nessa segunda, em que foram colhidas provas e cumpridos todos os trâmites legais.
“Não importa quem sejam, nem os sobrenomes que carregam. A lei será cumprida. Infelizmente, ainda muito branda, mas será cumprida. Lamento que o nosso estado esteja no centro de uma manchete tão triste, mas que essa dor se transforme em ação, mudança e proteção aos animais comunitários. O Orelha não será esquecido, e a justiça precisa ser feita”, ressalta o governador.
Investigação
Quatro adolescentes foram identificados como suspeitos do ato infracional de maus-tratos, com base em imagens de câmeras de segurança e depoimentos colhidos pela polícia.
Além dos menores, três adultos, familiares dos jovens, também passaram a ser investigados. A suspeita é de que eles tenham atuado em tentativas de coação relacionadas ao caso, o que segue sob apuração.
Caso seja confirmada a participação dos adolescentes, eles responderão por ato infracional, conforme prevê o Estatuto da Criança e do Adolescente.
Fonte: Maria Eduarda Maia/Metrópoles
Foto: ND Mais
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