O fornecedor informado no processo é Jucilene Fonseca da Silva – CNPJ 12.138.177/0001-38, com endereço na Avenida Abel Alberto da Fonseca, nº 445, Centro, Carnaubais/RN, local conhecido como Mercadinho Santo Amaro. Trata-se de um estabelecimento de pequeno porte, o que levanta o primeiro e mais óbvio questionamento: um mercadinho desse tamanho teria estrutura financeira, logística e de estoque para fornecer 2 mil cestas básicas de uma só vez?
Outro ponto que chama atenção é a destinação das cestas. Em Porto do Mangue, a população questiona abertamente: quem recebeu essas 2 mil cestas básicas? Até o momento, não há relatos consistentes de distribuição em larga escala, nem registros públicos detalhando datas, locais, critérios de escolha dos beneficiários ou listas nominais de quem teria sido contemplado.
O valor unitário também causa estranheza. Cada cesta custou R$ 322,45, um preço considerado bem acima do praticado tradicionalmente, especialmente quando se trata de compra em grande quantidade com recursos públicos. Surge então o terceiro questionamento: quais itens compõem essa cesta básica? O processo não deixa claro a relação detalhada dos produtos, marcas, quantidades e padrões de qualidade que justifiquem esse valor elevado.
Diante desse cenário, o prefeito Faustino tem muito a explicar. A escolha do fornecedor, a capacidade operacional do estabelecimento, a execução da entrega, a distribuição à população e a formação do preço são pontos que precisam ser esclarecidos com total transparência.
Por enquanto, o que se tem é um negócio cercado de dúvidas. Algo nessa história não fecha e o cheiro é de problema. A sociedade de Porto do Mangue cobra respostas, e a investigação jornalística seguirá acompanhando o caso de perto.
Fonte: RN Notícias
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