RNPOLITICAEMDIA2012.BLOGSPOT.COM

quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

OPERAÇÃO DO MINISTÉRIO PÚBLICO APREENDE PILHA DE DINHEIRO EM CASA DE INVESTIGADO

Deflagrada nesta quarta (28/1), operação investiga esquema de corrupção com agentes públicos e empresários em Ferraz de Vasconcelos

A Operação TAC, deflagrada nesta quarta-feira (28/1) pelo Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP) em Ferraz de Vasconcelos, na região metropolitana, envolveu apreensão de bens e bloqueio de valores ligados aos investigados e às pessoas jurídicas implicadas em suposto esquema de corrupção. Em dinheiro, na casa de um dos envolvidos foram confiscados mais de R$ 105 mil.

Operação TAC

Mais de 100 agentes participam da operação por intermédio do Grupo de Atuaçao Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e do Grupo de Atuação Especial de Defesa do Meio Ambiente (Gaema), do MPSP. Mandados de busca e apreensão são cumpridos nas sedes do Legislativo e do Executivo de Ferraz de Vasconcelos.

Segundo a Polícia Militar (PM), atuou nesta manhã o Policiamento Especializado de Operações (PEO), com apoio das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota).

A ação é um desdobramento da Operação Munditia, desencadeada em 2024 para investigar fraudes em licitações orquestradas pelo Primeiro Comando da Capital (PCC). Toda a atividade de combate à corrupção concretizada nesta manhã foi estruturada com os dados obtidos e compartilhados da Munditia, a partir dos aparelhos de um ex-vereador, Flavio Batista de Souza, o “Inha”.

“Identificou-se novo conluio entre agentes públicos e empresário para a celebração de dois Termos de Ajustamento de Conduta (TACs) no âmbito da Prefeitura de Ferraz de Vasconcelos. Segundo o apurado, a suspensão de certidões de dívida ativa da empresa, decorrentes de autos de infrações ambientais, e a desistência de demandas judiciais pelo município foram motivadas por suposto pagamento de propina. Em ambos os acordos, a empresa assumiu obrigações ambientais, cujo cumprimento ainda será apurado, inclusive com a atuação conjunta do Gaema”, informou o Ministério Público.

As apurações demonstram que a dívida da empresa, negociada entre os investigados, superava R$ 24 milhões. “Os dois TACs foram celebrados e verificou-se que o pagamento da propina ocorreu mediante a emissão de notas fiscais em nome de pessoas jurídicas, algumas de fachada, e a transferências de valores”, destacou o órgão.

Fonte: Rebeca Ligabue/Metrópoles

Foto: Polícia Militar/Reprodução

Nenhum comentário:

Postar um comentário

COMENTÁRIO SUJEITO A APROVAÇÃO DO MEDIADOR.