Deflagrada nesta quarta (28/1), operação investiga esquema de corrupção com agentes públicos e empresários em Ferraz de Vasconcelos
Operação TAC
Mais de 100 agentes participam da operação por intermédio do Grupo de Atuaçao Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e do Grupo de Atuação Especial de Defesa do Meio Ambiente (Gaema), do MPSP. Mandados de busca e apreensão são cumpridos nas sedes do Legislativo e do Executivo de Ferraz de Vasconcelos.
Segundo a Polícia Militar (PM), atuou nesta manhã o Policiamento Especializado de Operações (PEO), com apoio das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota).
A ação é um desdobramento da Operação Munditia, desencadeada em 2024 para investigar fraudes em licitações orquestradas pelo Primeiro Comando da Capital (PCC). Toda a atividade de combate à corrupção concretizada nesta manhã foi estruturada com os dados obtidos e compartilhados da Munditia, a partir dos aparelhos de um ex-vereador, Flavio Batista de Souza, o “Inha”.
“Identificou-se novo conluio entre agentes públicos e empresário para a celebração de dois Termos de Ajustamento de Conduta (TACs) no âmbito da Prefeitura de Ferraz de Vasconcelos. Segundo o apurado, a suspensão de certidões de dívida ativa da empresa, decorrentes de autos de infrações ambientais, e a desistência de demandas judiciais pelo município foram motivadas por suposto pagamento de propina. Em ambos os acordos, a empresa assumiu obrigações ambientais, cujo cumprimento ainda será apurado, inclusive com a atuação conjunta do Gaema”, informou o Ministério Público.
As apurações demonstram que a dívida da empresa, negociada entre os investigados, superava R$ 24 milhões. “Os dois TACs foram celebrados e verificou-se que o pagamento da propina ocorreu mediante a emissão de notas fiscais em nome de pessoas jurídicas, algumas de fachada, e a transferências de valores”, destacou o órgão.
Fonte: Rebeca Ligabue/Metrópoles
Foto: Polícia Militar/Reprodução
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