Johan Petrica, apontado como um dos “pais” do Tren de Aragua, se estabeleceu na fronteira com Roraima e teria livre trânsito pela região
Apontado como um dos “pais” da facção venezuelana Tren de Aragua, o traficante Johan Petrica, que já chegou a ser dado como morto pelas autoridades locais, teria transitado livremente pela fronteira com o Brasil durante anos e, inclusive, teria tido um filho de 7 anos, registrado em Roraima.
O Tren de Aragua, principal organização criminosa da Venezuela, foi usado como pretexto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para invadir o país, no último dia 3de janeiro, e capturar o ditador Nicolás Maduro. Em julho de 2024, o Departamento de Estado dos Estados Unidos chegou a oferecer U$ 4 milhões por informações que ajudassem a localizar Petrica, apontado como um dos três líderes fundadores do Tren de Aragua.
De acordo com a jornalista venezuelana Roanna Rísquez, especialista no grupo criminoso, o atual líder, Héctor Rusthenford Guerrero Flores, o Ninõ Guerrero, se refere a Petrica como “papá” (pai, em espanhol).
“Para muitos conhecedores do Tren de Aragua, Johan Petrica é o verdadeiro chefe da organização, o ideólogo do modelo de governança criminosa que começou em Tocorón e depois se estendeu a San Vicente e Las Claritas (principais comunidades dominadas pelo grupo)”, afirma a autora no livro “El Tren de Aragua: La banda que revolucionó el crimen organizado en América Latina”, publicado em 2023.
Petrica desapareceu temporariamente da cena pública venezuelana em 2015, após uma ocupação policial à comunidade de San Vicente, principal reduto do Tren de Aragua fora do sistema prisional. De acordo com as investigações, ele teria migrado para o sudeste do país, na região de Las Claritas, no estado de Bolívar, que faz fronteira com o norte de Roraima, e passado a transitar sem restrições pela região.
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Fonte: Renan Porto/Metropoles
Foto: Reprodução/Departamento de Estado dos Estados Unidos
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