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RIO GRANDE DO NORTE

segunda-feira, 22 de maio de 2017

TRÊS ANOS APÓS PROMESSAS E PROJETOS, SOBRADO ONDE VIVEU CLARISE SEGUE ABANDONADO.

Em maio de 2016, ainda antes de o Antes que suma ganhar a versão em site, fizemos um post no Facebook com referência aos dois anos da matéria “Uma nova história para a casa de Clarice Lispector” , publicada em 04 de maio de 2014 no Jornal do Commercio. O texto informava que o processo de tombamento do imóvel onde viveu a escritora, na Praça Maciel Pinheiro, na Boa Vista, Centro do Recife, seria iniciado no dia 15 de maio daquele ano.O conteúdo enfatizava que o tombamento seria o primeiro passo para criação de um centro cultural na casa de térreo e primeiro e segundo andares, localizado na esquina com a Travessa do Veras.A matéria destacava que a Santa Casa de Misericórdia, proprietária da construção, se encarregaria de dar entrada no tombamento. E acrescentava que a ideia era criar um memorial e que a cineasta Nicole Algranti, sobrinha-neta de Clarice, estava à frente da iniciativa.Ainda segundo o JC, o projeto tinha sido apoiado pela Diocese, que, inclusive, tinha encerrado o contrato com o último inquilino em 2011, deixando a casa livre para os planos dos descendentes da escritora.Bom, passado três anos não se têm notícia de parcerias, de patrocínios para o memorial e nem mesmo do tombamento. A situação da casa, situada na Praça Maciel Pinheiro, coração da Boa Vista, piora a cada dia. Se estava precária em maio de 2016, está ainda mais decadente um ano depois.Na manhã desta segunda-feira, 22 de maio de 2017, fotografamos o imóvel e o seu entorno. O quadro é de abandono absoluto. Grande parte do teto desabou, as paredes estão rachadas e pichadas, os suportes das janelas estão enferrujados. As portas e janelas do térreo continuam tapadas por tijolos. Enfim, os planos que não saem do papel estão transformando a casa de Clarice em “ruína”. Moradores da área e frequentadores da Maciel Pinheiro temem pelo desabamento das paredes seculares – o registro em cartório data de 1913.Ao descaso da Santa Casa de Misericórdia soma-se o desprezo do poder público pelo centro da cidade e pela sua história. O resultado é um cenário de tristeza, cercado de lixo e fezes.Na praça, a estátua de Clarice – ucraniana naturalizada brasileira que passou infância no Recife – “observa” o tempo e a falta de compromisso da Diocese e dos gestores públicos corroerem sua história.

Fonte: Antes que suma.com

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