Funcionário, que atuava como zelador, foi afastado após incidente. Polícia e prefeitura abriram investigação sobre o caso
Imagens de câmeras de segurança registraram o momento de uma confusão envolvendo dois idosos e um funcionário dentro da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Ijuí, no noroeste do Estado. O caso ocorreu por volta da 1h de sábado (26).
Na imagem de câmeras de segurança é possível ver o início da confusão na área de atendimento da unidade. Em dado momento, um dos idosos cai no chão após a discussão. Na sequência, há troca de agressões entre o outro idoso e um atendente, enquanto pessoas que estavam no local acompanham a situação (vídeo acima).
De acordo com um dos envolvidos, Darci Dynczuk, 62 anos, ele procurou atendimento após sofrer uma queda em casa e ferir o nariz.
— A gente chegou na UPA depois que sofri uma queda em casa. Bati o nariz em uma cadeira e fui fazer pontos. Chamaram uma pessoa na minha frente, daí meu padrasto (o segundo idoso) avisou que eu estava passando mal. O funcionário falou que era por ordem de chegada, mas aí ofendeu meu padrasto e saiu chutando ele — relatou.
A Brigada Militar foi acionada e encaminhou os envolvidos para atendimento no Hospital de Clínicas de Ijuí.
Apuração
Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, o funcionário envolvido é servidor público e atua como zelador na unidade. Ele foi afastado por tempo indeterminado e uma sindicância foi aberta para apurar o caso.
Ainda conforme a pasta, a segurança da UPA é feita por uma empresa terceirizada que não conteve a situação. A empresa será notificada pelo município.
Na Polícia Civil, foram registradas duas ocorrências de vias de fato, sendo uma pelo atendente da UPA e outra pelos idosos. Conforme o delegado Ricardo Miron, há versões diferentes sobre o ocorrido:
— O que sabemos é o que está nos vídeos, então vamos buscar também fazer oitivas de quem gravou esses vídeos porque são testemunhas presenciais dos fatos e podem esclarecer mais detalhes.
A polícia instaurou um inquérito para apurar as circunstâncias do caso.
Fonte: Tamires Hanke e Alessandra Hoppen/GZH
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