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terça-feira, 9 de agosto de 2016

OPOSIÇÃO PEDE A JANOT QUE TEMER SEJA AFASTADO POR SUSPEITA DE CAIXA 2.

Ministro das Relações Exteriores e presidente interino teriam sido citados por executivos da Odebrecht.

As investigações da Operação Lava Jato podem bater, muito em breve, na porta do Governo interino de Michel Temer (PMDB). O mandatário do PMDB pode ser afetado pela delação de executivos da Odebrecht que afirmaram, segundo a revista Veja, ter custeado campanhas do PMDB em 2010, a pedido de Temer e do seu atual ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha. Outra reportagem deste final de semana, do jornal Folha de São Paulo, relata que a campanha à presidência da República naquele ano do atual ministro das Relações Exteriores, José Serra (PSDB), recebeu 23 milhões de reais de caixa dois da Odebrecht. A informação também teria partido de executivos da empreiteira, que está no centro das investigações de corrupção na Petrobras, que tentam negociar delação premiada com a Justiça.
Antes mesmo das informações serem confirmadas pela força tarefa da Lava Jato, a oposição ao Governo interino no Congresso aproveitou para entrar com uma representação na Procuradoria Geral da República na qual pede que Temer seja afastado da função. Senadores e deputados do PT, do PCdoB e da REDE solicitaram que o procurador-geral, Rodrigo Janot, utilize os mesmos argumentos que resultaram no afastamento de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) da presidência da Câmara dos Deputados em maio deste ano: afastamento da função por medida cautelar, uma vez que ele se valeria das prerrogativas do cargo em prol de proteção de seus interesses.
O pedido à PGR é uma tentativa de evitar que o processo de impeachment avance nesta terça-feira no Senado, quando deverá ser julgada a pronúncia da presidenta. “Se votarmos o afastamento definitivo da presidenta Dilma Rousseff não haverá a investigação de nenhum caso envolvendo Michel Temer e o PMDB. É por isso que pedimos à PGR que se posicione como se posicionou no caso Eduardo Cunha”, afirmou o senador Lindbergh Farias (PT-RJ). “Não podemos permitir que alguém que comandou o golpe continue na função”, completou a deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ).

Fonte: Marina Rossi e Afonso Benitez - El País - Blog do Noblat

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