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RIO GRANDE DO NORTE

quarta-feira, 3 de agosto de 2016

73 PREFEITURAS DO RIO GRANDE DO SUL ADMITEM QUE PODEM PARCELAR SALÁRIOS.

Um estudo divulgado pela Famurs (Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul) mostra que a crise financeira está, aos poucos, contaminando as cidades gaúchas. De acordo com o levantamento, pelo menos 73 prefeituras admitem a possibilidade de parcelar o salário dos servidores municipais até o final deste ano.
O Rio Grande do Sul tem 497 municípios. O número apresentado pela Famurs corresponde a 14,7% deste total e a 24% das 306 das prefeituras que responderam ao questionário da entidade. A pesquisa foi feita entre os meses de abril e julho de 2016.
A Famurs não divulgou a lista das prefeituras que estão em condições críticas, pois, segundo a entidade, isso poderia interferir no resultado das eleições municipais. O prefeito do Porto Alegre, José Fortunati, já havia alertado sobre a possibilidade de atraso no pagamento dos salários de servidores na capital gaúcha. A crise o levou a implementar medidas de ajuste fiscal, como o corte de gastos com passagens, diárias, contratos e convênios. Ele também suspendeu a realização de concursos e a criação de cargos.
Questionadas sobre a crise, 89% das prefeituras que responderam à pesquisa apontaram a queda dos repasses federais como a principal dificuldade na administração das finanças municipais. A Famurs informou que as prefeituras gaúchas receberam R$ 2,346 bilhões do FPM (Fundo de Participação dos Municípios) entre janeiro e junho de 2016. O valor é R$ 210 milhões inferior ao previsto.
De acordo com as prefeituras, outras questões também estão comprometendo a gestão municipal: 83% citaram o corte de verbas estaduais e 57% mencionaram o aumento das despesas com folha de pagamento.
O governo do Rio Grande do Sul recorre ao parcelamento de salários desde o ano passado. Em 2016, só em janeiro os servidores estaduais ligados ao Poder Executivo receberam em dia. O fatiamento afeta mais de 300 mil funcionários públicos de áreas como segurança pública e educação.

Fonte: Estadão Conteúdo - UOL

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