De acordo com o MP, a apuração identificou a presença de diversos parentes de secretários municipais ocupando cargos em comissão ou contratos temporários sem aprovação em concurso público, ou processo seletivo objetivo e impessoal. As irregularidades foram constatadas no âmbito de um procedimento preparatório instaurado a partir de uma Notícia de Fato que investigou nomeações nas secretarias de Saúde, Administração, Assistência Social e Obras do município.
Entre os casos citados estão enfermeiros contratados na Secretaria de Saúde que são nora e sobrinhos do secretário da pasta, além da esposa do gestor, contratada como médica. O MP também aponta que a nora da secretária municipal de Assistência Social ocupa o cargo de superintendente financeira sob a chefia direta da própria sogra. Outro ponto destacado é a existência de indícios de nepotismo cruzado, com familiares do secretário de Administração lotados em outras pastas, como Saúde e Obras.
Segundo o Ministério Público, as nomeações ferem princípios constitucionais da administração pública, como moralidade e impessoalidade, além da Súmula Vinculante nº 13 do Supremo Tribunal Federal (STF), que veda a prática de nepotismo. O órgão ressalta que a exceção aplicada a cargos políticos se restringe ao primeiro escalão e não alcança funções administrativas, técnicas ou subalternas.
Fonte: Papo Alagoas
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