Questionado sobre liminar de passaporte da vacina, vice-presidente afirmou que 'decisão judicial não se comenta'
O vice-presidente Hamilton Mourão evitou nesta segunda-feira criticar a decisão do ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), de determinar a implementação do passaporte de vacina como exigência para entrar no Brasil. Mourão disse que "decisão judicial não se comenta" e que discutir se houve interferência de Barroso na questão "só gera atrito".
— Decisão judicial não se comenta, né? Se cumpre — disse Mourão, ao chegar no Palácio do Planalto.
No sábado, Barroso determinou que o governo exija um comprovante de vacinação para permitir a entrada no país. O presidente Jair Bolsonaro, que é contrário a exigência, não comentou a decisão, feita em um momento em que a trégua entre o presidente STF dá sinais de fadiga.
Questionado sobre se a determinação de Barroso foi uma interferência ou extrapolação, Mourão chamou de "bobagem" a discussão.
— Não vou levar para esse lado. A discussão (se foi interferência), eu acho que é uma discussão que não cabe. Bobagem essa discussão. Não traz benefício nenhum, só gera atrito. E atrito só gera desgaste.
Na última semana, Bolsonaro voltou a atacar ministros da Corte, três meses após o armistício que sucedeu as falas de teor golpista, em 7 de setembro. A tensão voltou a crescer depois que o ministro Alexandre de Moraes abriu inquérito para investigar declaração de Bolsonaro, que atribuiu de forma falsa relação entre a vacina da Covid e o vírus do HIV.
Fonte: O Globo
Foto: Agência Brasil
Nenhum comentário:
Postar um comentário
COMENTÁRIO SUJEITO A APROVAÇÃO DO MEDIADOR.