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terça-feira, 10 de março de 2026

PADRE CONDENADO A 5 ANOS DE PRISÃO E TERÁ QUE DEVOLVER MAIS DE R$ 500 MIL POR FURTO A HOSPITAL

Padre Egídio de Carvalho Neto foi preso em novembro de 2023 e é mantido em prisão domiciliar

A justiça da Paraíba condenou um padre a 5 anos e seis meses de prisão, além de multa, pelo desvio de recursos públicos e furto de 600 itens eletrônicos doados pela Receita Federal a um hospital filantrópico. A instituição era ligada à igreja a qual ele era diretor em 2023. Além de Egídio de Carvalho Neto, Samuel Rodrigues Cunha, um chefe do setor de tecnologia da informação também foi condenado. 

A sentença, derivada das investigações da Operação Indignus, deflagrada em outubro de 2023, foi assinada em 13 de fevereiro mas foi divulgada pelo Ministério Público somente nesta terça-feira, 25. Segundo o MP, o esquema de desvio de recursos públicos ocorreu no  Instituto São José, no Hospital Padre Zé e na Ação Social Arquidiocesana (ASA), em João Pessoa.

Conforme a denúncia, Padre Egídio e o chefe do setor de tecnologia viajaram para Foz do Iguaçu (PR), em maio de 2023, para conferir e receber as mercadorias que foram doadas pela Secretaria da Receita Federal. Os itens seriam vendidos e arrecadados em proveito do hospital. Ao todo, foram destinados R$ 807.595,31 em diversos itens, entre eles, celulares. 

Caixas "sumiram"

Os produtos foram encaminhados por escolta policial até a Paraíba e recebidos em 1º de junho de 2023 em um local chamado “Casarão”. Egídio e Samuel, segundo a investigação, teriam decidido que apenas parte dos itens permaneceriam no local, enquanto as mercadorias de maior valor foram remetidas para a sala da presidência do Hospital Padre Zé. Então, 15 caixas foram colocadas na sala da instituição. 

O MP aponta que não houve conferência dos itens até 24 de julho, mas quando foram abertas, 12 delas estavam completamente vazias, que foram “estranhamente descartadas imediatamente”, sem que houvesse a comunicação às autoridades competentes acerca do furto. 

Ao todo, 676 eletrônicos sumiram, causando prejuízos avaliados em R$ 525.877,77. O fato foi comunicado depois à Polícia Civil, que passou a investigar. De acordo com a denúncia, na janela de período entre a chegada das caixas à sala de direção e a conferência delas, houve falha nas câmeras de monitoramento do hospital. 

Egídio foi preso na operação em novembro de 2023. Ele segue em prisão domiciliar devido à problemas de saúde.

No curso da investigação, foi apurado que os celulares furtados foram anunciados em redes sociais por preços atrativos e negociados por Samuel, que teria retirado os itens da sala, em um acordo com o Padre Egídio.

Fonte: Vanessa Ortiz/Terra

Foto: Reprodução/ TV Cabo Branco

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