Em cidades do interior, política não é algo distante. Ela tem nome; tem rosto; tem história.
Os mesmos nomes que aparecem nas urnas são os que cruzamos na padaria, no mercado, nas ruas da cidade.
Talvez por isso certas notícias pesem mais.
Quando surge uma denúncia envolvendo possíveis fraudes em licitações e o uso de “laranjas” para participação em contratos públicos, não estamos falando apenas de um processo.
Estamos falando de confiança pública.
Dinheiro público não nasce nos cofres da prefeitura.
Ele nasce no trabalho de cada cidadão; no imposto pago no mercado; na conta de luz; no combustível.
Na pequena empresa que luta para se manter aberta.
Por isso, quando surgem indícios de que regras podem ter sido contornadas, a pergunta que surge nas ruas é simples:
Quem está cuidando do que é de todos?
A lei existe justamente para evitar conflitos de interesse.
Para impedir que o poder público se misture com interesses privados.
Quando isso acontece — ou quando há suspeita de que aconteceu — o prejuízo não é apenas financeiro.
É institucional; é moral/ é coletivo.
Porque a democracia não vive apenas de eleição.
Ela vive de vigilância; de cobrança; de cidadãos atentos.
Que a justiça investigue com rigor.
Que os fatos sejam esclarecidos.
E que a verdade prevaleça.
Mas que uma coisa fique clara para todos nós:
Cargo público não é privilégio. É responsabilidade. E responsabilidade, quando é pública, precisa ser transparente.
Todo município merece mais que explicações.
E você, o que espera de quem administra o dinheiro público da sua cidade?
Fonte: Francislene Moreira
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