Segundo a Anac, o homem usava uma identidade falsa para fazer a prova para piloto privado de helicóptero por outra pessoa. Ele foi preso
Segundo a agência, a fraude foi identificada após a Anac constatar, por meio de cruzamento de dados e informações internas, que uma pessoa tentaria realizar o exame teórico se passando pelo verdadeiro candidato.
A fraude foi confirmada logo no início da prova. Os fiscais do exame acionaram a Polícia Federal (PF), que se deslocou ao local e realizou a prisão.
Além de responder criminalmente, tanto o suspeito quanto o verdadeiro candidato serão autuados pela Anac e poderão ser multados e ter suas respectivas licenças cassadas.
“Essa ação demonstra a capacidade da Anac em identificar fraudes e efetivamente tomar providências. O apoio da Polícia Federal foi também essencial para o êxito desse caso. Não toleramos qualquer tipo de fraude ou desvio que prejudique a lisura do exame e comprometa a qualidade reconhecida internacionalmente dos pilotos brasileiros e, em última análise, coloque em risco a aviação civil brasileira”, afirmou o superintendente de Pessoal da Aviação Civil Substituto, Elder Rodrigues.
Fraude em prova teórica
Um homem foi preso em flagrante no dia 11 de fevereiro, após se passar por outra pessoa e tentar fazer o exame teórica da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) de piloto privado de helicóptero.
A prisão aconteceu após o cruzamento de informações internas da agência tomar conhecimento de que uma pessoa tentaria realizar o exame teórico se passando pelo verdadeiro candidato, o beneficiário da fraude.
Tanto o falsário, quanto o beneficiário, serão autuados pela Anac e poderão ser multados e ter suas respetivas licenças cassadas. O preso responderá pelo crime de falsidade ideológica.
O exame teórico que estava sendo fraudado é conhecido como “Banca da Anac”. É a primeira etapa para obter licenças e habilitações na aviação civil para pilotos e mecânicos de manutenção aeronáutica.
A prova funciona como uma avaliação técnica obrigatória de conhecimentos e é aplicada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Ela avalia o conhecimento em matérias teóricas essenciais e exige um mínimo de 70% de acertos por disciplina para aprovação.
Fonte: Enzo Marcus/Metrópoles
Foto: Reprodução
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