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RIO GRANDE DO NORTE

domingo, 30 de abril de 2017

JOÃO SANTANA DIZ QUE DILMA SOFRE DE AMNÉSIA MORAL, SEGUNDO JORNAL.

Marqueteiro prestou depoimento ao TSE no processo contra a chapa Dilma-Temer.

Em depoimento à Justiça Eleitoral, o marqueteiro João Santana afirmou que a ex-presidente Dilma Rousseff e outros políticos brasileiros sofriam de "amnésia moral", permitindo o uso do caixa dois em sua campanha. Segundo o marqueteiro, a ex-presidente não tinha conhecimento de todos os detalhes financeiros, mas sabia que nem todos os os recursos arrecadados eram contabilizados.
Santana disse ainda que Dilma se sentia chantageada pelo empresário Marcelo Odebrecht, que queria ajuda dela para frear as investigações da Operação Lava-Jato. As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo".
De acordo com Santana, Dilma nunca gostou do "menino", apelido pelo qual ela chamava Marcelo Odebrecht. A Lava-Jato, que começou investigando uma rede de doleiros, ganhou as ruas em 2014 - ano em que Dilma foi reeleita - e começou a mirar também os contratos da Petrobras com várias empreiteiras, entre elas a Odebrecht. O porta-voz do empresário seria o atual governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel.
Apesar de Dilma não ter uma boa relação com o dono da empreiteira, isso não impediu que recursos da empresa irrigassem sua campanha.
De acordo com o jornal, Santana informou que Dilma era uma política honesta e, quando o assunto era as finanças de sua campanha, uma "Rainha da Inglaterra", ou seja, não sabia de tudo que ocorria. Mas caixa dois era uma coisa tratada com ela, disse Santana.
“Infelizmente, sabia. Infelizmente porque, ao me dar confiança de tratar esse assunto, isso reforçou uma espécie de amnésia moral, que envolve todos os políticos brasileiros. Isso aumentou um sentimento de impunidade", teria dito Santana.
No dia 24 de abril, o marqueteiro prestou depoimento no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) da Bahia. Ele foi interrogado pelo ministro do TSE Herman Benjamin, relator da ação que pode cassar a chapa vitoriosa da eleição de 2014, composta por Dilma e seu vice, Michel Temer. Como Dilma deixou o poder após sofrer um processo de impeachment no ano passado, a ação poderá cassar o mandato de Temer, que assumiu o posto no lugar da titular.
Segundo o Jornal, João Santana também disse que os pagamentos via caixa dois costumavam atrasar, enquanto aqueles provenientes do caixa oficial estavam em dia. Ele afirmou que caixa dois "é uma coisa nefasta”, mas presente em todos as campanhas eleitorais.
Além de Santana, também prestaram depoimento no TRE mais duas pessoas: sua mulher, a empresária Mônica Moura, e André Santana, que trabalhava para o casal. Segundo o portal G1, Mônica disse que Dilma sabia do uso de caixa dois "sem nenhuma sombra de dúvida". Ela afirmou que assuntos da campanha, inclusive financeiros, eram sempre conversados com a candidata. "Esse ano a minha campanha tomo conta eu", teria dito Dilma, segundo Mônica.
De acordo com o G1, Mônica relatou que, sempre que os pagamentos atrasavam, Dilma dizia: "não se preocupe, eu vou falar, vai resolver". Os valores eram acertados com o então ministro da Fazenda Guido Mantega e com o atual prefeito de Araraquara, Edinho Silva, que foi tesoureiro da campanha. O dinheiro não contabilizado saía da Odebrecht.
Segundo o portal, a empresária contou que, pelo acerto com a campanha de Dilma, o casal receberia R$ 105 milhões em 2014: R$ 70 milhões pelo caixa um e R$ 35 milhões pelo caixa dois. Dos recursos não contabilizados, apenas cerca de R$ 10 milhões foram pagos em 2014. Os primeiros pagamentos do caixa dois começaram em junho, antes mesmo do começo da campanha, e foram até novembro ou dezembro. O restante não foi pago em razão das investigações da Lava-Jato.
A ex-presidente Dilma vem negando ter participado diretamente de pagamentos de sua campanha. Também vem afirmando ter determinado que os coordenadores da campanha seguissem rigorosamente a lei. Em depoimentos anteriores, Marcelo Odebrecht já tinha dito que Dilma sabia de pagamentos com recursos do caixa dois.

Fonte: O Globo

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