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RIO GRANDE DO NORTE

quarta-feira, 26 de abril de 2017

BRASIL FICA EM 103º LUGAR NO RANKING MUNDIAL DA LIBERDADE DE IMPRENSA DA RSF.

O Brasil passou da 104ª para a 103ª posição, entre 180 países, no Ranking Mundial da Liberdade de Imprensa de 2017, divulgado nesta quarta-feira (26) pela Repórteres sem Fronteiras durante uma coletiva de imprensa organizada na ABI (Associação Brasileira de Imprensa), no Rio de Janeiro.
De acordo com a RSF, o Brasil está estagnado na parte inferior do ranking pelo sexto ano consecutivo, "uma classificação que não é digna da maior democracia do continente sul americano". A ONG destaca o contexto de crise e de profunda polarização política no país, mas diz que a liberdade de imprensa enfrenta velhos problemas, como violência, pressões institucionais, processos, falta de transparência pública etc.
A repressão "sistemática" a jornalistas com violências físicas e verbais surge como uma preocupação. "No ano passado, nada menos do que 72 casos de agressões a jornalistas durante manifestações foram registrados pela Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo), dos quais a grande maioria perpetrada pela polícia", afirma a RSF.
Em 2016, ressalta a ONG, três profissionais foram mortos e, nos últimos cinco anos, foram registrados 21 assassinatos de jornalistas. Os números colocam o Brasil como o segundo país que mais mata jornalista na América Latina no período, ficando atrás do México. Outra questão levantada pela RSF é que, mesmo diante de tamanha violência, "o país segue sem um mecanismo de proteção voltado para os comunicadores em situação de risco".
A RSF condena ainda "as pressões de certas instituições e autoridades sobre a imprensa". "Dezenas de processos judiciais abusivos - sobretudo por delitos ditos contra a honra (difamação, calúnia e injúria) - passíveis de penas de prisão, foram movidos contra jornalistas e blogueiros em 2016. Da mesma forma, acompanhamos casos de investigações da justiça que atentam contra o direito ao sigilo da fonte", alerta.
A ONG destaca ainda um grave caso de ingerência na comunicação pública com a exoneração do jornalista Ricardo Melo da presidência da EBC e a dissolução do Conselho Curador.
Outra preocupação é o alto nível de concentração dos meios de comunicação de massa no país, afetando o pluralismo e gerando conflitos de interesse. "A consequência é uma forte dependência das mídias em relação aos centros de poder, sejam eles econômicos, políticos ou religiosos", avalia a RSF.
O mapa do ranking da RSF pode ser visto aqui neste neste link.

Fonte: Agência Brasil/Portal da Imprensa

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