A eleição de 2012 foi a segunda consecutiva na qual os principais partidos que hoje fazem oposição ao Governo Federal encolhem em tamanho e importância nos municípios. Em oito anos, PSDB, DEM e PPS perderam 864 prefeitos e passaram a governar uma fatia do eleitorado 50% menor. Juntas, essas três legendas elegeram no mês passado prefeitos que governarão 20% do eleitorado a partir de 2013. O PSOL, que não existia em 2004, também é hoje de oposição, mas sua inclusão na conta não altera o resultado, pois vai governar apenas 0,2% dos eleitores. Nas eleições de 2008, PSDB, DEM e PPS conquistaram o direito de governar 28% dos eleitores. Esse índice já era inferior ao obtido em 2004, quando as siglas venceram em cidades que somavam 40% dos eleitores.
Encolhimento
Em número de prefeitos, a crise dos três partidos também se revela, mas em menor grau: foram 1.967 eleitos em 2004, 1.416 em 2008 e 1.103 em 2012. Uma queda de 44% em oito anos. O partido que mais perdeu peso ao longo do tempo foi o DEM, legenda que, ainda como PFL, chegou ao auge de sua importância nas eleições municipais de 2000, no governo Fernando Henrique Cardoso, quando venceu em 1.028 cidades do país e superou até o PSDB, partido do então presidente, que ficou com 985. Nos últimos oito anos, o eleitorado comandado pelo PFL/DEM passou de 13% para 4,6%. Em 2008, com Gilberto Kassab, o DEM chegou a eleger o prefeito de São Paulo, maior cidade do país que ,em 2013, passará a ser governada pelo PT.
Fonte: Notas & Comentários
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