A estudante Cibele Baginski, de 23 anos, que tenta refundar a Arena, é contra a comunização da sociedade e defende a "abolição de quaisquer sistemas de cotas raciais, de gênero, ou 'condições especiais'", mas não vê como uma contradição receber uma bolsa do ProUni, programa do governo federal que tem como objetivo dar acesso à universidade à população de baixa renda.
A presidente da sigla cursa Direito na Universidade de Caxias do Sul (RS), a cerca de 130 km da capital Porto Alegre, e defende ser legítimo receber o benefício porque o ProUni seria pago com os impostos da população, inclusive os dela.
Desde que publicou o estatuto do partido no Diário Oficial da União na última terça-feira, 13, Cibele afirma já ter recebido mais de 300 e-mails e mensagens no Facebook com questionamentos sobre a nova legenda. Ela também disse sofrer ameaças por querer recriar o partido que deu sustentação ao regime militar.
Ao Estado, a estudante afirmou ser contra a Comissão da Verdade, instituída pelo governo federal em maio deste ano para investigar os crimes cometidos durante a ditadura.
"Essa comissão tem um problema, porque ela está sendo uma comissão da meia verdade. Ela vai investigar apenas uma parte do que aconteceu", afirmou em referência ao fato de o grupo não investigar supostos crimes cometidos pelas organizações de esquerda.
Fonte: Estado de São Paulo/Fato RRH
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