Gisele foi encontrada morta com um tiro na cabeça na sala da casa em que o casal morava no Brás
A prisão veio na esteira de relatório da Polícia Civil que indicou haver indícios contra o oficial da Polícia Militar no episódio envolvendo a morte de sua esposa, que completou um mês nesta quarta-feira.
Gisele foi encontrada morta com um tiro na cabeça na sala da casa em que o casal morava no Brás, região central de São Paulo, na manhã de 18 de fevereiro. O caso foi registrado inicialmente como suicídio, mas foi reclassificado como morte suspeita e depois como homicídio.
Na terça (17), ao ser informada sobre o pedido de prisão preventiva, a defesa do tenente-coronel afirmou que ele estava à disposição das autoridades. O advogado Eugênio Malavasi, que representa Neto, também disse que "não tem nenhum fundamento [para o pedido de prisão] à luz do artigo 312 do Código de Processo Penal [que regula a prisão preventiva]".
Em entrevista à TV Record, o tenente-coronel reafirmou que a mulher se matou e classificou como "narrativas" as alegações de que ele seria uma pessoa violenta e abusiva. Essas afirmações, segundo ele, estariam sendo feitas pela família de Gisele. "O Brasil inteiro acha que eu sou um assassino", afirmou ele.
A mudança na classificação do caso ocorreu a partir de laudos periciais da cena do crime e informações do relacionamento conturbado do casal para o pedido de prisão, segundo a polícia.
Um exame de corpo de delito pelo IML (Instituto Médico Legal) identificou lesões no pescoço e no rosto de Gisele, indício que contraria a tese de suicídio. Além disso, policiais colheram relatos de comportamentos abusivos e violentos por parte do oficial da PM.
Fonte: Túlio Kruse/Folhapress
Foto: Reprodução/Redes Sociais
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