RNPOLITICAEMDIA2012.BLOGSPOT.COM

sexta-feira, 20 de março de 2026

"CAVALONA DO PÓ ANUNCIAVENDA DE CARRO, PEGOU O DINHEIRO E SUMIU

Empresária Mirian Mônica da Silva Viana, conhecida como “Cavalona do Pó”, passou a perna em um homem que perdeu R$ 65 mil ao comprar carro

Antes mesmo de ser apontada como peça-chave em um esquema milionário de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro, a empresária e influenciadora Mirian Mônica da Silva Viana, conhecida como “Cavalona do Pó”, já havia sido condenada pela Justiça pelo crime de estelionato, em 2019.

A sentença determinou pena de um ano de reclusão e 10 dias-multa, a ser cumprida em regime aberto, apó

s a comprovação de sua participação em um golpe envolvendo a falsa venda de um veículo. De acordo com o processo, a vítima relatou em juízo que, em fevereiro de 2019, encontrou um anúncio de venda de um Hyundai Creta e iniciou negociação de forma remota.

O comprador afirmou que chegou a se encontrar pessoalmente com um indivíduo que se passava pelo proprietário do veículo. Após demonstrar interesse, toda a negociação passou a ocorrer via WhatsApp. Orientado pelo suposto vendedor, a vítima realizou depósitos em contas indicadas pela “Cavalona do pó”, acreditando tratar-se de uma transação legítima. No entanto, ao tentar retirar o carro, descobriu que havia sido enganado.

O prejuízo de R$ 65 mil

Segundo o depoimento, a vítima registrou ocorrência policial junto ao verdadeiro dono do veículo e destacou a dificuldade em rastrear os valores, uma vez que as contas utilizadas pertenciam a “laranjas”. O dinheiro nunca foi recuperado. Anos após a condenação, Mirian voltou a ser alvo das autoridades, desta vez no centro de uma investigação muito mais complexa.

Ela foi presa em 15 de dezembro de 2025, em Rio Verde (GO), durante uma abordagem da Polícia Rodoviária Federal. Dois veículos viajavam em conjunto, sendo que o carro em que estava atuava como “batedor”, enquanto outro transportava cerca de 29,7 kg de skunk escondidos na estrutura do automóvel. As investigações apontam que a droga saiu de Manaus (AM) com destino a Brasília (DF), e que os envolvidos atuavam de forma coordenada.

Além do transporte de entorpecentes, a empresária também é suspeita de utilizar uma loja de calçados para movimentar recursos provenientes do tráfico. A apuração identificou que a empresa recebeu valores de diversos investigados ligados ao tráfico no Distrito Federal, incluindo integrantes associados à apreensão de grandes quantidades de haxixe que deram origem à operação policial.

Fonte: Carlos Carone/Matrópoles

Foto: Reprodução/Redes sociais

Nenhum comentário:

Postar um comentário

COMENTÁRIO SUJEITO A APROVAÇÃO DO MEDIADOR.