Jovens de 13 a 17 anos assinalaram questões em relação à própria saúde física e mental na última Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE); meninas também bebem e fumam mais cedo. Veja números
O IBGE divulgou, nesta sexta-feira (10), os novos números da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE), onde estudantes do Brasil inteiro, entre 13 e 17 anos, responderam a um questionário que aborda diversos aspectos de suas vidas pessoais, que vão desde a alimentação e higiene, estrutura das escolas, até o uso precoce de álcool, drogas e questões envolvendo violência sexual.
Mesmo tendo sido realizada antes da pandemia, em 2019, uma das questões importantes que a pesquisa levanta com seus dados é em relação à necessidade de atenção quanto à saúde física e mental dos jovens, sobretudo das meninas. De modo geral, elas aparecem como maioria entre os estudantes que apontaram sedentarismo, consumo de bebida alcoólica, bullying, abusos sexuais, dificuldade de aceitação do corpo, entre outros pontos sensíveis.
Neste tópico, em que, entre outras coisas, a pesquisa analisa se alguém tocou, manipulou, beijou ou expôs partes do corpo contra a vontade do aluno, 20,1% das meninas entre 13 e 17 anos indicaram já ter sofrido algum tipo de abuso sexual deste tipo, contra 9% dos meninos. A maioria das garotas que assinalaram já ter sido abusadas estão na faixa etária entre 16 e 17 anos, tanto entre as escolas públicas, quanto nas particulares.
Outro índice revelou ainda que 6,3% dos alunos já foram alguma vez obrigados a ter relação sexual contra a sua vontade, ou seja, foram violentados sexualmente – meninas 8,8%, e meninos 3,7%.
Fonte: O Globo
Foto: IBGE

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