Ex-promotores aposentados alegam, sem embasamento jurídico, que o Supremo é uma organização criminosa e que seus integrantes cometeram os crimes de genocídio e tortura
Dois promotores de Justiça bolsonaristas aposentados enviaram ao presidente nesta quinta-feira (9) um pedido de “prisão em flagrante” dos 11 ministros do STF.
Segundo o texto, os integrantes do Supremo cometeram “os crimes de genocídio (Lei 2.889/564), tortura (Lei 9455/975) praticados pela organização criminosa promovida, constituída e integrada por todos os representados (Lei 12.850/2013 6)”.
Os bolsonaristas alegam que os ministros “determinam e confirmam prisões inconstitucionais e ilegais, com o uso indevido de algemas, vedadas pelos próprios representados, que nada fazem, já que vêm interferindo na governança federal, a pretexto do tal ‘ativismo judicial'”.
Em referência a cloroquina e ivermectina, os promotores aposentados ainda alegam que os ministros impediram “o fornecimento de medicamentos enviados pelo Poder Executivo Federal, para a cura do coronavírus, e com isso, ocasionaram sérios efeitos psicossomáticos na população, como ansiedade, pânico, suicídios e mortes por problemas cardíacos”.
“Assim, Vossa Excelência está autorizado pelo povo brasileiro e tem o poder/dever de destituir todos os Ministros do STF e prendê-los em flagrante”, escrevem os bolsonaristas.
Segundo eles, é “urgentíssimo” determinar:
“1) IMEDIATAMENTE, O RECOLHIMENTO DOS PASSAPORTES
DE TODOS OS MINISTROS DO SUPREMO TRIBUNAL
FEDERAL e que a POLÍCIA FEDERAL adotem todas as
providência para que eles não saiam do País;
2) A DESTITUIÇÃO DE TODOS OS MINISTROS DO SUPREMO
TRIBUNAL FEDERAL;
3) A PRISÃO DE TODOS ELES;
4) A adoção das medidas legais cabíveis para que sejam julgados.”
Fonte: O Antagonista
Foto: STF

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