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sexta-feira, 10 de setembro de 2021

APÓS DIVERGÊNCIA ENTRE BANCOS, FIESP DIVULGA MANIFESTO EM DEFESA DA HARMONIA ENTRE PODERES

Documento, que deveria ter sido publicado antes de 7 de setembro, é divulgado um dia após Bolsonaro recuar dos ataques contra o STF. Febraban não assina o texto

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) publicou nesta sexta-feira, nos principais jornais do país, o manifesto que gerou desavenças inéditas dentro da Federação Brasileira de Bancos (Febraban). Intitulado “A Praça é dos Três Poderes”, o texto é muito semelhante às versões que forma divulgadas ao longo da semana passada, depois que Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal ameaçaram romper com a entidade que representa os bancos no país desde 1967. A Febraban não assinou o texto patrocinado pela indústria paulista.

O documento da Fiesp foi publicado um dia após o presidente Jair Bolsonaro divulgar uma "declaração à nação" onde recua dos ataques feitos contra o Supremo Tribunal Federal (STF) durante os atos promovidos por apoiadores no feriado do 7 de setembro.

No texto, escrito junto com o ex-presidente Michel Temer, Bolsonaro diz que nunca teve "a intenção de agredir” quaisquer Poderes e que suas palavras, “por vezes contundentes”, foram ditas no “calor do momento e dos embates”.

A ideia inicial do manifesto patrocinado pela Fiesp era publicar o texto em defesa da harmonia entre os três Poderes antes dos atos convocados para o 7 de setembro.

Diante da reação do comando dos dois bancos estatais e do próprio Palácio do Planalto dias antes, que consideraram o documento um ataque ao governo, o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), articulou com o atual presidente da Fiesp, Paulo Skaf, que a divulgação fosse postergada.

A decisão gerou bastante incômodo entre empresários e industriais, que não foram comunicados sobre o adiamento.

Após o recuo de Skaf, a Febraban negou um pedido dos dois bancos estatais de rediscutir a questão e publicou uma nota em que reafirmou o apoio ao conteúdo do texto e se desassociava de futuras decisões da Federação das Indústrias de São Paulo.

O alinhamento político entre o presidente da Fiesp e o Palácio do Planalto causou incômodo entre alguns industriais. Para esse grupo, a atuação de Skaf tirava a legitimidade da Fiesp para brigar com o governo por pontos considerados mais críticos para os empresários, como a redução de impostos.

Fonte: O Globo

Foto: Reprodução


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