Durante o julgamento realizado nesta terça-feira, 14 de julho de 2026, ele confessou o feminicídio e revelou o que aconteceu minutos antes do ataque.
A vítima era Clarissa Costa Gomes, de 31 anos, enfermeira e servidora do Hospital Geral de Fortaleza.
Na manhã do próprio dia em que seria assassinada, 9 de julho de 2025, Clarissa havia recebido uma notícia que comemorou com familiares e amigos: ela tinha sido aprovada em um concurso da Universidade Federal do Ceará (UFC).
Horas depois, ela estaria morta dentro da própria casa, no bairro Jardim Cearense, em Fortaleza.
Segundo a investigação, Clarissa e o namorado, Matheus Anthony Lima Martins Queiroz, haviam saído juntos da academia e seguiram para a residência dela. Durante o julgamento, Matheus contou que foi a própria Clarissa quem pediu para conversar.
Segundo ele, a enfermeira queria que o companheiro voltasse a trabalhar e sugeriu que os dois procurassem vagas de emprego juntos pelo LinkedIn. Ele afirmou que começou a enviar currículos, mas que, após a conversa continuar, os dois passaram a discutir.
Foi então que, segundo o próprio réu, Clarissa ficou em silêncio.
Durante o interrogatório, ele declarou:
“Ela ficou calada, eu fiquei enfurecido e aconteceu.”
Matheus confessou que pegou uma faca que estava na cozinha e atacou a companheira.
De acordo com a perícia, Clarissa foi atingida por 34 golpes de faca.
Vizinhos relataram que, por volta das 15h20, ouviram uma mulher gritando:
“Me solta, vai me matar!”
Pouco depois, o silêncio tomou conta da residência.
Quando equipes da polícia chegaram ao local, encontraram a enfermeira já sem vida.
Matheus foi localizado e preso em flagrante no mesmo dia, no bairro Maraponga.
No primeiro dia do julgamento, a mãe de Clarissa emocionou o plenário ao lembrar do momento em que encontrou a filha.
Ela contou que chegou sem saber o que havia acontecido e tentou se aproximar da jovem, mas foi impedida pelos policiais.
Fonte: Tininho Máximo
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