Dos 16 mandados de prisão expedidos, pelo menos 12 foram cumpridos. Suspeitos cometiam os crimes em família, segundo apuração do Ministério Público de Mato Grosso do Sul.
Dos 16 mandados de prisão preventiva expedidos, pelo menos 12 foram cumpridos. Outros 43 mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Campo Grande, Dourados, São Gabriel do Oeste, Caarapó, Corguinho, Porto Murtinho, além de São Paulo (SP) e Abadiânia (GO).
Segundo o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), a investigação identificou uma organização criminosa com base em Campo Grande. O grupo é suspeito de praticar crimes contra a administração pública, como fraude em licitações, corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro.
Segundo nota divulgada pelo MPMS, empresários coordenavam o esquema, que teria atuação em diversos municípios de Mato Grosso do Sul. Conforme apuração do g1 MS e da TV Morena, entre os presos estão integrantes de três famílias:
Paulo Rogério de Melo, empresário;
Douglas Henrique de Melo, empresário e filho de Paulo Rogério;
Rossana Paroschi Jafar, sócia-administradora de uma gráfica de Campo Grande;
Felipe Paroschi Jafar, comissionado na Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul) e filho de Rossana;
Olívia Jafar, médica e empresária. Filha de Rossana Paroschi Jafar;
Ed Carlo Britto Burgatt, servidor da área de regulação da Secretaria de Estado de Saúde (SES);
Jéssyca Burgatt, empresária e filha de Ed Carlo.
Além dos familiares, a operação também teve como alvos um ex-prefeito, um advogado, um servidor público e outros investigados apontados pelo Gaeco.
Eronivaldo da Silva Vasconcelos Júnior, conhecido como Júnior Vasconcelos, ex-prefeito de Fátima do Sul (MS) e atual assessor político do deputado Jamilson Name, na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul;
Gabriel Taquino de Paula, advogado especializado em direito público;
Francisco Anizio dos Santos;
Joatan Gomes Peixoto;
Matheus Oliveira Peixoto.
O MPMS não detalhou, até a última atualização desta reportagem, qual era a participação individual dos presos no suposto esquema. O órgão também não informou quais funções específicas cada investigado exerceria na organização ou qual teria sido a atuação de cada um nas fraudes apuradas.
Ao g1, os advogados de Gabriel Taquino de Paula informaram que vão se pronunciar após ter acesso aos autos da operação. Em nota, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), informou que acompanhou as diligências. Veja a nota na íntegra abaixo.
Sobre os servidores públicos Ed Carlo Britto Burgatt e Felipe Paroschi Jafar, o governo de Mato Grosso do Sul informou que prestou apoio à operação e determinou a exoneração deles.
Fonte: José Câmara, Alex Mendes, Thais Libni, Rafaela Moreira, G1 MS e TV Morena
Foto: Reprodução
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