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sexta-feira, 19 de junho de 2026

PROFESSORES SÃO MORTOS A TIROS APÓS DISCUSSÃO POR DÍVIDA NO PARÁ; FILHO DE 6 ANOS PRESENCIOU O CRIME

Uma discussão relacionada a uma dívida de aproximadamente R$ 20 mil terminou em tragédia na manhã da última segunda-feira (15), em Canaã dos Carajás, no sudeste do Pará.

Os professores Katiana Lopes da Silva, de 40 anos, e Valfrenydson Alves da Silva, de 52 anos, foram mortos a tiros em plena luz do dia, na Avenida Agenor Gonçalves de Paiva, no bairro Monte Castelo.

O crime ocorreu por volta das 8h10, nas proximidades de um lava-jato e de uma rotatória localizada atrás do Hospital Municipal da cidade. Segundo as investigações, o principal suspeito é José Jacinto da Silva, de 31 anos, proprietário de um estabelecimento comercial na região.

Katiana era diretora do Núcleo de Educação Infantil Irani Vieira da Silva, servidora efetiva da rede municipal e professora concursada. Já Valfrenydson, conhecido como Valdo, também atuou como professor da rede municipal de ensino.

De acordo com a Polícia Civil, a motivação do crime estaria relacionada à cobrança de uma dívida estimada em cerca de R$ 20 mil. Imagens que circulam nas redes sociais mostram momentos da discussão entre as partes pouco antes dos disparos.

Testemunhas relataram que houve troca de ofensas, empurrões e agressões físicas durante o desentendimento. Conforme a investigação, o suspeito chegou a acionar a polícia militar alegando estar sendo ameaçado pelo casal.

Quando os policiais chegaram ao local, porém, os tiros já haviam sido efetuados. Katiana e Valfrenydson foram atingidos enquanto estavam dentro de um veículo. Os corpos foram encontrados ao lado do automóvel, cercado por vidros estilhaçados.

Equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foram acionadas, mas apenas puderam constatar os óbitos.

FILHO DO CASAL TESTEMUNHOU A EXECUÇÃO

A tragédia ganhou contornos ainda mais dramáticos porque o filho do casal, uma criança de apenas seis anos, estava no local e presenciou o assassinato dos pais.

Após o crime, o menino foi acolhido pelo Conselho Tutelar e passou a receber acompanhamento psicológico.

Fonte: Jornal A Voz do Povo

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