De acordo com o processo, Vanderley dos Santos, funcionário público de Amélia Rodrigues, no Recôncavo Baiano, contratou quatro seguros de vida e acidentes pessoais em junho e julho de 2019. Somadas, as apólices previam indenizações de até R$ 1,5 milhão para o caso de acidentes que causassem a invalidez do segurado. Um mês depois, ele amputou o próprio pé num assalto simulado.
Pelo total de apólices simultâneas, a manobra gerou desconfiança das seguradoras e da Polícia Civil. As investigações e os exames periciais apontaram que Vanderley havia inventado a história para dar o “golpe do seguro”.
Durante a investigação, a polícia e as seguradoras identificaram inconsistências na versão do servidor. Além da contratação simultânea de diversas apólices poucas semanas antes do episódio, chamou a atenção das autoridades o fato de a suposta vítima ter protocolado rapidamente pedidos de indenização e de não existir qualquer motivação para um sequestro seguido de amputação sem exigência de resgate ou qualquer outra vantagem para os supostos criminosos.
Fonte: Leonardo Amaro/Metrópoles
Foto: Reprodução
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