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segunda-feira, 25 de maio de 2026

PRESIDENTE DA OAB-RR É INVESTIGADO POR SUPOSTO RECEBIMENTO IRREGULAR DE R$ 700 MIL EM SALÁRIOS

Polícia civil da Paraíba concluiu uma investigação que apura um suposto esquema de “funcionário fantasma” envolvendo um servidor vinculado ao sistema penitenciário estadual. De acordo com o inquérito, o investigado teria recebido mais de R$ 700 mil em salários pagos pelo Governo da Paraíba sem exercer regularmente suas funções nas unidades prisionais onde estava lotado.

As investigações foram conduzidas pelo delegado Emanuel Henriques do Nascimento, com apoio da Secretaria de Administração Penitenciária da Paraíba (SEAP-PB) e da Divisão Especial de Combate à Corrupção de Roraima (DECOR-RR). Paralelamente, órgãos de controle também realizaram apurações administrativas sobre o caso.

Segundo a Polícia Civil, o investigado, Ednaldo Gomes Vidal, exercia cargo efetivo em unidades prisionais no Sertão paraibano, nas cidades de Conceição e Itaporanga, enquanto residia há mais de 20 anos no estado de Roraima, onde ocupou diversos cargos públicos e atualmente atua como presidente da Ordem dos Advogados do Brasil em Roraima (OAB-RR).

Conforme os elementos reunidos no inquérito, mesmo morando a cerca de 4.900 quilômetros da Paraíba, o servidor continuou recebendo salários regularmente até abril de 2024, além de benefícios funcionais, sem que houvesse registros de faltas nas unidades em que estaria lotado.

Em declaração sobre o caso, o delegado Emanuel Henriques informou que o inquérito foi instaurado em 2024 após determinação da Delegacia Geral de Polícia e destacou que diligências realizadas no Sertão comprovaram a ausência do investigado nas unidades prisionais.

Ainda segundo a autoridade policial, após o caso ganhar repercussão, o investigado teria tentado obter aposentadoria junto à Secretaria de Administração Penitenciária, mas o pedido foi negado diante dos indícios de irregularidades.

Em depoimento, a defesa do investigado alegou desconhecimento da situação e afirmou que teria sido repassada procuração para que terceiros providenciassem sua exoneração, o que, segundo ele, nunca ocorreu.

O inquérito policial já foi encaminhado ao Poder Judiciário e segue agora sob análise do Ministério Público da Paraíba.

Fonte: Patos Online

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