Segundo o processo, mais de R$ 1,2 milhão desse total foi gasto apenas entre 2025 e 2026, já durante a gestão do presidente da Câmara, vereador Paulo André (PSB).
Os números chamam atenção. Somente em 2025, os gastos teriam alcançado cerca de R$ 982 mil, sendo R$ 811 mil em diárias e R$ 170 mil em inscrições para congressos e cursos. Já em 2026, até maio, as despesas já ultrapassariam R$ 276 mil.
A ação aponta possível afronta aos princípios da moralidade administrativa, economicidade e legalidade. O documento também levanta suspeitas sobre repetição de eventos semelhantes e possível concentração de contratos em empresas ligadas ao mesmo empresário, Luís André Vasconcelos de Melo.
Entre as empresas citadas estão a Global Serviços de Cursos Livre, IBC Serviços de Cursos Livre, Núcleo Serviços de Cursos Livres e L A V de Melo Serviços de Cursos Livre.
O processo ainda destaca que Paulo André já responde a uma ação de improbidade administrativa relacionada a supostos “congressos fantasmas”. O Tribunal de Contas do Estado também teria identificado irregularidades envolvendo pagamentos de diárias e inscrições na Câmara.
A ação pede a suspensão imediata de novos pagamentos relacionados às despesas questionadas até decisão final da Justiça.
Fonte: André Beltrão \ Ricardo Antunes
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