Procurado, o diretor do Butantan, Dimas Covas, respondeu que existem parcerias com consórcios internacionais que serão divulgadas em "momentos oportunos"
“Realizamos com sucesso experimentos com nossa vacina baseada no vírus da doença de Newcastle [NVD, um tipo de gripe aviária]. Enquanto isso, iniciamos testes de fase 1 no Vietnã e na Tailândia com a nossa nova geração (melhorada) de vacina de Covid. Estamos conduzindo um teste de fase 1 aqui no Mount Sinai”, disse o diretor
“Também temos um acordo com o Instituto Butantan para entrar em testes clínicos no Brasil usando nosso vetor de vacina NVD. Também estamos desenvolvendo vacinas para variantes da Covid-19 baseadas nas versões sul-africana e brasileira para o Instituto Butantan.”
Dimas Covas, diretor do Instituto Butantan, disse à Folha que “o Butantan está fazendo o desenvolvimento integral da vacina a partir de parcerias que temos e com um consórcio internacional”, e que o instituto estadunidense teria sido procurado pelo Butantan para fornecer o vetor da vacina.
“Os comunicados conjuntos das parecerias serão feitos no momento oportuno por cada instituição do consórcio”, justificou o diretor. Durante a coletiva de imprensa realizada nesta sexta para anunciar a vacina, nem o Butantan nem o governador João Doria (PSDB) mencionaram a parceria com o hospital de Nova York.
Segundo Palese, o hospital Mount Sinai detém o conhecimento da patente tecnológica e foi o responsável por conduzir os ensaios pré-clínicos, feitos em animais em laboratório.
A tecnologia chegou a ser divulgada em duas revistas científicas em 2020, a EBioMedicine, em novembro, e outra no periódico Vaccines, em dezembro, e, portanto, a tecnologia seria norte-americana.
Fonte: IG/Agora RN


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