RNPOLITICAEMDIA2012.BLOGSPOT.COM

sábado, 16 de fevereiro de 2019

A TENDÊNCIA É ESSA, EXONERAÇÃO, AFIRMA BEBBIANO".

Ministro disse que encara 'com perplexidade' o tratamento que recebe de Bolsonaro.

Pivô da maior crise política do governo Bolsonaro, o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gustavo Bebianno , disse neste sábado que deve ser demitido na segunda-feira. Questionado sobre os termos da conversa que teve com o presidente Jair Bolsonaro na sexta-feira, Bebianno confirmou que recebeu convite para ocupar um cargo na Itaipu Binacional , não aceitou, e apontou que a sinalização é de que será exonerado. No início da crise, o ministro chegou a dizer que não pretendia pedir demissão. Ele está no centro de denúncias sobre repasse de verbas do PSL, dinheiro público, a candidata suspeita de ser laranja em Pernambuco, o que nega.
A tendência é essa, exoneração - afirmou.
Apesar de dizer que essa foi a sinalização de Bolsonaro, Bebianno afirmou que quer "ver o papel com a exoneração" e ponderou que o presidente passou por uma cirurgia difícil, "enfiado dentro de um hospital recebendo informações que muitas vezes não chegam de maneira correta". Por isso, segundo ele, o presidente precisa de um tempo para "botar na balança o que ele quer fazer".
Quando vocês perguntam (sobre exoneração), é o seguinte: eu quero ver o papel com a exoneração, a hora que sair o papel com a exoneração é porque eu fui exonerado - disse, acrescentando: - O presidente é um ser humano como outro qualquer, passou por cirurgia muito difícil, ficou duas semanas enfiado dentro de um hospital recebendo informações que muitas vezes não chegam de maneira correta. (...) Precisa de um tempo para ele depurar na cabeça dele o que aconteceu e botar na balança o que ele quer fazer, só isso. Simples assim.
Sobre o cargo em Itaipu, Bebianno disse que não aceitou porque não está no governo "para ganhar dinheiro" e "nem precisa de emprego".
- Meu projeto era eleger a pessoa que me inspirava confiança e eu achava que ia mudar os rumos do Brasil para melhor. Eu apostei nisso, investi a minha vida nisso e continuo acreditando. Acho que o Brasil vai (mudar), o governo é ótimo- destacou.
Bebianno se negou a comentar a atuação do vereador Carlos Bolsonaro, filho do presidente, que aumentou a crise no governo ao chamá-lo de mentiroso no Twitter , em uma mensagem retuitada depois por Bolsonaro. No post, Carlos diz que Bebianno não havia conversado com o pai, hospitalizado, nos dias mais tensos das denúncias, contradizendo declaração do ministro ao GLOBO , que afirmou manter contato com o chefe como forma de negar estremecimentos por conta da denúncias.
O ministro também negou ter vazado conversas com Bolsonaro, que vêm sendo apontadas por interlocutores do presidente como o motivo de agravamento da situação, até então parcialmente estancada pela equipe do Palácio. Bolsonaro teria ficado irritado com Bebianno após ver transcrições de diálogos que teve com ele na imprensa.O ministro destacou que o assunto foi comentado "por alto" na reunião:
Comentou por alto. Nunca vazei nada, nunca fiz isso.
LEIA MATÉRIA COMPLETA AQUI

Fonte: Renata Mariz/O Globo
Foto: Marcos Ramos/Agência O Globo

Nenhum comentário:

Postar um comentário

COMENTÁRIO SUJEITO A APROVAÇÃO DO MEDIADOR.