“Eles não sabem fazer prova. Tampouco são devidamente treinados para isso. Está tudo relacionado: baixa qualificação dos professores dos cursos e estrutura medíocre das faculdades”,
Se você, leitor, está entre os milhares de bacharéis em direito, recém-formados ou não, que sonham exercer a profissão de advogado, sabe muito bem que, enquanto não for aprovado no exame de ordem – prova teórica organizada pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) para conceder o registro profissional aos habilitados –, não poderá trabalhar.
Na verdade, o exame tornou-se verdadeiro terror para quem já enfrentou pelo menos cinco anos de faculdade antes de conquistar a graduação. Os índices de reprovação têm sido altíssimos, jogando por terra, ao menos temporariamente, as aspirações de bacharéis de todo o país. No último concurso, que teve 125 mil inscritos, dos quais 121 mil compareceram às provas, apenas 19% foram aprovados. E olhe o que esse já representa um índice extraordinário, pois antes a média de aprovações ficava abaixo dos 10% do total de inscritos.
Diga-se, a bem da verdade, que o exame foi criado com o objetivo de melhorar o nível dos advogados brasileiros. Antes de ele se tornar obrigatório, o mercado na área era sofrível, por causa da falta de qualificação ou de conhecimento de muitos graduados que se tornavam profissionais do direito, devidamente inscritos em uma das seccionais da OAB pelo país. Essa falta de competência não é, contudo, a única causa das reprovações em massa: o fato é que os nossos bacharéis não estão sabendo fazer prova, mesmo depois de cinco anos de faculdade, onde avaliações são uma constante.
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Fonte: José Wilson Granjeiro/Congresso em Foco
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COMENTÁRIO SUJEITO A APROVAÇÃO DO MEDIADOR.