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quarta-feira, 23 de junho de 2021

QUEIROGA ABANDONA ENTREVISTA DE PERGUNTA SOBRE COVAXIN

Perguntaram-lhe se governo pretende comprar vacina mesmo com preço elevado

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, encerrou entrevista no Palácio do Planalto nesta 4ª feira (23.jun.2021) depois de ser perguntado sobre a intenção do governo de comprar a vacina Covaxin, fabricada pela Bharat Biotech.

O governo federal foi informado em agosto de 2020 que a fabricante estimava preço de 100 rúpias por dose (cerca de US$ 1,34). A informação consta em documento obtido pelo O Estado de São Paulo. Em fevereiro de 2021, o Ministério da Saúde comprou 20 milhões de unidades da vacina por US$ 15 a dose –preço 1.019% superior.

A informação foi divulgada na 3ª feira (22.jun). Em reais, a Bharat cobraria por volta de R$ 7,31  a dose, pela média da cotação de agosto (quando o valor foi divulgado). O governo federal pagou R$ 80,70 (cotação de fevereiro, quando o contrato foi assinado).

A mídia local indica que o governo indiano pagou entre 206 e 295 rúpias por dose. Pela cotação de março, isso equivale a faixa de R$ 15,70 a R$ 23,15. O Ministério da Saúde pagou pelo menos 249,6% mais caro que a Índia, considerando esses valores.

Nesta 4ª feira, Queiroga afirmou a jornalistas que o Ministério da Saúde “não comprou sequer uma dose da vacina Covaxin”. Irritou-se quando um jornalista insistiu sobre o tema.

“Todas as vacinas que têm registro definitivo da Anvisa o ministério considera para aquisições. Então esperamos esse tipo de posicionamento para tomar uma posição acerca não só dessa vacina, mas de qualquer outra vacina que obtenha registro emergencial ou definitivo, porque já temos hoje número de doses de vacinas contratadas acima de 630 milhões, e o governo federal tem feito a campanha acelerar. Em setembro, teremos todos os brasileiros acima de 18 anos vacinados com a 1ª dose e, até o final do ano, a população brasileira”, disse o ministro depois de evento de abertura do Fórum sobre Proteção Integrada de Fronteiras e Divisas, no Palácio.

O repórter perguntou se o governo compraria a vacina com o preço acima da média. Queiroga respondeu:

“Eu falei em que idioma? Falei em português. Então, não foi comprada uma dose sequer da vacina Covaxin nem da Sputnik. Futuro é futuro”.

Logo depois, o ministro deixou a entrevista.

Fonte: Poder 360

Foto: Poder 360

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