Durante o evento que marcou a filiação do deputado federal Marcelo Freixo e do governador do Maranhão, Flávio Dino, ao PSB, os políticos disseram que derrotar Jair Bolsonaro nas urnas no ano que vem seria uma forma de salvar a democracia brasileira. Os novos filiados pediram unidade nacional contra o presidente na disputa do ano que vem.
Segundo Freixo, a próxima eleição poderá ser a última que essa geração de políticos participa, já que está cada vez mais claro que Bolsonaro pretende tentar um golpe em caso de o pleito não sair como ele planeja. Isso abriria a possibilidade de um longo período de supressão de direitos, algo que Freixo disse estar disposto a combater.
“A eleição de 2022 vai ser a mais importante da nossa história até porque pode ser a última. A democracia está em risco e a nossa responsabilidade é muito grande”, disse.
Já Dino comparou a ascensão de Bolsonaro ao poder ao surgimento do nazismo na Alemanha e do fascismo na Itália no pré-segunda guerra mundial. Segundo ele, a sociedade desses países, incluindo os intelectuais, entidades civis e partidos de esquerda, falharam ao antecipar o horror que se instalava no Estado. Parte grande da sociedade brasileira, disse ele, também falhou ao não antecipar, por exemplo, em 1964, os 20 anos de de escuridão que viriam com a ditadura militar no país.
O governador do Maranhão disse que “a eleição do ano que vem será um plebiscito entre os que querem a continuidade da democracia e aqueles que querem continuar com o projeto de extermínio nacional de Bolsonaro”.
“Não podemos cometer erros. Derrotar Bolsonaro não é tarefa de poucos ou muitos. É tarefa de todos e para isso precisamos nos unir”, disse Dino.
Os políticos se filiaram ao PSB em cerimônia no fim da manhã desta terça, 22, em Brasília. Freixo deixou o PSOL e Dino, o PCdoB.
Fonte: VEJA
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
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