Com desistência de Freixo, deputada, que seria vice, vai liderar chapa na disputa pelo município. Ela ainda vê chance de união contra Crivella.
O Partido dos Trabalhadores (PT) escalou a deputada federal Benedita da Silva, de 78 anos, para liderar a chapa do partido na eleição municipal do Rio de Janeiro este ano. A parlamentar já havia aceitado figurar como candidata à vice-prefeita junto com Marcelo Freixo, do PSOL, que desistiu do pleito no mês passado diante da resistência à formação de uma coalização de partidos de esquerda contra a reeleição do prefeito Marcelo Crivella (Republicanos). Diante do movimento de Freixo, Benedita ainda busca a formação de uma aliança, mas já foi convencida por aliados a concorrer pelo cargo.
Em entrevista ao GLOBO, Benedita diz ainda que o PSOL cometeu um “equívoco” ao deixar que Freixo, seu colega na Câmara dos Deputados, se afastasse da disputa. Ainda não havia consenso em relação a ele entre as fileiras da sigla. Ela também sustenta que o cenário em torno de sua pré-candidatura ainda é indefinido, devido ao anúncio recente, mas abre discussão sobre possíveis companheiros de empreitada, na qual vê como seu objetivo final impedir que Crivella se reeleja com um eventual apoio do presidente Jair Bolsonaro.
Como o PT se decidiu pela candidatura da senhora?
Nós temos que mudar essa cidade e só vamos fazer isso juntos. Antes, estávamos prontos para fechar com o Freixo, que desistiu. Nós estávamos trabalhando a unidade da oposição. Não é possível que a gente vai deixar que o Bolsonaro nade de braçada na cidade do Rio de Janeiro. Não é possível que vamos repetir os mesmos cenários, ainda mais com o possível apoio do Bolsonaro ao Crivella. Precisamos unir nossas forças e não podemos ficar de fora. Me coloquei à disposição do PT, mas continuo dialogando.
De que maneira a senhora entendeu a desistência do Freixo?
Eu e o Freixo conversamos muito sobre a responsabilidade da oposição e da esquerda com tudo o que está acontecendo no governo Bolsonaro. E aqui (no Rio), o que está acontecendo são réplicas. Por isso, o PT, que a princípio defendia uma candidatura própria, foi se convencendo que separado não iria a lugar nenhum e começou a conversar com outros partidos, incluindo o PSOL. Acho que o PSOL cometeu um equívoco em permitir que o Freixo saísse da disputa na cidade.
Eu e o Freixo conversamos muito sobre a responsabilidade da oposição e da esquerda com tudo o que está acontecendo no governo Bolsonaro. E aqui (no Rio), o que está acontecendo são réplicas. Por isso, o PT, que a princípio defendia uma candidatura própria, foi se convencendo que separado não iria a lugar nenhum e começou a conversar com outros partidos, incluindo o PSOL. Acho que o PSOL cometeu um equívoco em permitir que o Freixo saísse da disputa na cidade.
Não foi somente dentro do PSOL que houve resistência a uma coalização em torno do Freixo. Outros partidos de esquerda também pretendem lançar candidaturas próprias. A senhora também considera esse desejo um equívoco?
Cometeremos um grande equívoco se a oposição não se sentar para conversar e fazer essa caminhada junto nessa cidade e nesse estado de Bolsonaro. A gente resolve 2022 lá na frente. Ainda tenho esperança (de uma coalização). Todos os partidos partidos têm o direito de lançar suas candidaturas. Ninguém vai poder dizer que o PT não quis compor.
Ainda há chance de o PSOL compor a chapa da senhora, sugerindo um nome para vice?
Por enquanto, há especulações. Eu soube que poderia ser o pastor Henrique (Vieira), que eu conheço e me dou muito bem.Ele é ator, professor, pastor e é muito aberto. Depois, me deram a notícia de que pode ser a Mônica (Francisco, deputada estadual) como candidata. Não nos procuraram e ainda não procurei ninguém. Estamos abertos para conversar com todos.
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Fonte: João Paulo Saconi


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