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sexta-feira, 5 de junho de 2020

PEDIDOS DE INTERVENÇÃO MILITAR EM ATOS SÃO "LIBERDADE DE EXPRESSÃO", DIZ MOURÃO

O vice-presidente da República, Hamilton Mourão, afirmou, em entrevista da qual a Coluna participou nesta quinta-feira (4/6), que pedidos de intervenção militar em manifestações bolsonaristas não são “as bandeiras mais corretas”. Porém, para ele, enquanto essas pautas estiverem no “terreno da retórica, da faixa”, devem ser tratadas como “liberdade de expressão”.
Sobre a recriação do Ministério da Segurança Pública por Jair Bolsonaro, o vice admitiu que a mudança, se efetivada, será para acomodar aliados: “(Eles) Trariam um apoio maior para a base governamental dentro do Congresso”.
Na questão do meio ambiente, Mourão fez um “mea-culpa” e disse que o governo deveria ter implementado operação para conter o desmatamento na Amazônia no ano passado. Afirmou ainda que o Brasil “perdeu a narrativa” do ponto de vista ambiental e é representado como “vilão”, apesar não ser, segundo ele.
Além de o desmatamento ter crescido mais de 85% em 2019, em comparação ao ano anterior, neste ano, monitoramento do Inpe revelou alta de 51% no primeiro trimestre do ano. Assim, o Conselho da Amazônia, presidido por Mourão, decidiu fazer uso das Forças Armadas na fiscalização, como a Coluna antecipou.
“Nós perdemos a narrativa. O Brasil perdeu a construção da narrativa, somos apresentados como vilões do meio ambiente quando não somos. Temos que reconhecer que houve aumento no desmatamento na Amazônia nos últimos oito anos, houve. É responsabilidade nossa impedir que o desmatamento ilegal ocorra? É. Isso não pode ser contestado e nós temos que tomar medidas para impedir que todas as ilegalidade ocorram. Mas, ao mesmo tempo, temos de colocar que somos o país com a legislação ambiental mais avançada, da matriz energética mais limpa do mundo. Enquanto o resto do mundo queima petróleo e carvão, nós temos mais de 50% da nossa matriz energética de energia renovável. Com esses argumentos e não escondendo os erros que foram cometidos, nós temos de nos aproximar da comunidade internacional, das organizações ambientais e deixarmos claro o compromisso não só do governo brasileiro, mas do Estado brasileiro, com a proteção e a preservação do seu patrimônio natural.”

Fonte: Marianna Holanda/Estadão
Foto: Ernesto Rodrigues/Estadão

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