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terça-feira, 2 de junho de 2020

CONSELHO NACIONAL DE EDUCAÇÃO ELABORA PARECER PARA REORGANIZAR O CALENDÁRIO

Em meio à disseminação sem controle da covid-19, não há previsão para o retorno seguro às atividades presenciais de ensino.

Entre as áreas que foram mais afetadas pela pandemia do novo coronavírus está a educação. Independentemente da idade escolar, alunos de todo mundo tiveram que deixar o modelo presencial e adotar ferramentas de tecnologia para manter a rotina de estudos. Até o momento não se sabe quando as aulas voltarão no Brasil. O governo de São Paulo, por exemplo, não incluiu a atividade no plano gradual de reabertura da cidade. Para orientar o retorno, em todo o país, o Conselho Nacional de Educação elaborou um parecer, com orientações que tratam da reorganização do calendário escolar e atividades pedagógicas, que passaram a ser não presenciais devido à pandemia. O documento foi homologado nesta segunda-feira (1º/6).
Para Michelle Jordão, coordenadora do Núcleo de Inovação das Práticas Pedagógicas do Centro Universitário IESB, esse é um momento de mudanças. “Ainda não sabemos muito bem aonde isso vai dar, aonde vamos terminar e o que pode acontecer”, diz a doutora em educação. Entre as consequências na vida de alunos e professores, ela afirma que a pandemia “tem reformulado constantemente o nosso cotidiano”
Diretor científico da Sociedade de Infectologia do Distrito Federal, José David Urbaez pontua que a volta às aulas, agora, não é possível: “A natureza das atividades de ensino é aglomeração de uma série de jovens e crianças”, pondera o médico. “A natureza dessas atividades é que estas sejam levadas a cabo em lugares que você tem proximidade entre alunos e professores”, detalha, sobre a impossibilidade do ensino presencial no momento.
“A Coreia do Sul, que tem sido o país com maior sucesso no controle da covid-19, pela atividade de testagem, retomou as aulas e, agora, está fechando, novamente, escolas e estabelecimentos educacionais porque eles não conseguiram manter o controle. Apesar de terem implementado um sistema de monitoramento muito intenso, baseado na testagem intensificada, além do uso de máscara, da promoção do distanciamento entre os alunos e professores, a higiene eficaz das mãos de maneira frequente e limpeza de superfície”, cita, como exemplo.
Urbaez completa dizendo que as instituições de ensino são locais clássicos de socialização. “Nós vamos para a escola para aprendermos conteúdos formais, mas estes são locais preciosos que nossa cultura construiu para a socialização. É uma ilusão pensarmos que existem esses dispositivos para proteger a volta às aulas”. Ele ainda afirma que os estudantes passam a ser potenciais vetores de transmissão para outros grupos mais vulneráveis. “Ao voltarem para seus lares, esses alunos não podem entrar em contato de maneira alguma com pessoas dos grupos de risco”.
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Fonte: Renata Rios/Correio Brazileinse
Foto: Marcelo Ferreira/CB/D.A Press

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