
Desfalque no bloco de partidos que integram o Governo Rosalba Ciarlini. O Partido Verde oficializou o ingresso na oposição à administração estadual. Desde o ano passado a legenda demonstrava descontentamento com a administração e se definia como "independente". No entanto, em reunião, extraordinária, ocorrida esta semana, o PV assumiu ser de oposição. Até a próxima semana, a legenda deverá emitir um comunicado apontando uma série de fatos e situações que o levaram a integrar a oposição ao Governo.
Com o anúncio, o PV se torna a primeira legenda, que apoiou Rosalba Ciarlini como candidata ao Governo, e agora assume a oposição. "Foi feita uma convocação extraordinária para reunião do partido e definido que o partido passa a ser de oposição", disse o presidente estadual da legenda, o senador Paulo Davim.
Ele observou que para o PV a temática da posição perante a gestão estadual não é difícil, já que "o partido nunca participou do Governo". Paulo Davim lembrou que o PV antes era independente da gestão. "Não temos indicação de nenhum cargo, nunca participamos do governo", completou.
Embora esteja aderindo a oposição, o presidente estadual da legenda confirmou que o interesse do partido é se manter na coligação do PMDB e PR, feita em 2010, que se caracterizou por ter o senador Garibaldi Filho como candidato a reeleição, mas não havia coligado para o Governo.
"Nós estávamos nos afirmando (até o momento) como independente muito mais em função da coligação que fazemos parte (PMDB e PR são da base do Governo)", disse Paulo Davim. Ele afirmou que se reuniu com o ministro da Previdência Garibaldi Filho e esteve também com o deputado federal João Maia discutindo comunicando o posicionamento do PV.
"Queremos continuar com essa aliança. Vamos voltar a conversar com o deputado federal João Maia e com o ministro Garibaldi Filho", destacou. Em críticas diretas, o senador Paulo Davim afirmou que a legenda, de fato, nunca foi considerada governista pela própria chefe do Executivo estadual. "O PV nunca foi chamado pelo Governo para discutir qualquer que seja o assunto. A governadora anuncia uma reunião dos partidos, mas ela não incluiu o PV. Nunca fomos chamados para reunião de partido da base", ressaltou Paulo Davim.
Ele ressaltou que as reuniões do diretório estadual do PV são mensais. Da convocação extraordinária, desta semana, embora o deputado federal Paulo Wagner e o estadual Gilson Moura não tenham participado, Paulo Davim afirmou que eles também concordam com desfecho dado pela legenda.
Sobre as eleições de 2014, o senador afirmou que há o interesse do PV de ficar na coligação com o PMDB e o PR. "E também sei que há interesse dos dois (PR e PMDB) de continuarem na aliança", completou.
Fonte: Tribuna do Norte
Foto: Júnior Santos
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