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segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

METADE DOS BRASILEIROS ACREDITA QUE MULHERES DEVEM SER PRESAS POR ABORTO, DIZ PESQUISA.

Na semana em que a Câmara dos Deputados deve concluir a votação da Proposta de Emenda Parlamentar (PEC) que, na prática, pode proibir totalmente o aborto no Brasil, uma pesquisa mostrou que 62% dos brasileiros não acham que deveria caber à muher a decisão sobre interromper a gravidez. A consulta, feita em pareceria entre o Instituto Patrícia Galvão e o instituto Locomotiva, constatou que permanece no país o dilema entre o "direito à vida" do feto e a liberdade de escolha feminina, esta apoiada por apenas 26% dos entrevistados.
Ao longo da pesquisa, feita em domicílios de 12 regiões metropolitanas do Brasil, foram ouvidas 1,6 mil pessoas de mais de 16 anos. Chama atenção a tendência popular de criminalizar o aborto. Cinco em cada dez participantes da pesquisa, que representariam metade da população, concordaram com a ideia de que uma mulher que interrompe a gravidez intencionalmente deve ir para a cadeia. Por outro lado, 38% são contra essa medida punitiva. E 12% não opinaram sobre o assunto.
E, enquanto 13% dos entrevistados veem o aborto como "assunto de polícia", 77% classificaram o aborto como uma questão de saúde pública. Na visão de Jacinta Melo, diretora do Instituto Patrícia Galvão, o projeto de lei está na contramão da demanda social pela racionalização do processo e pela segurança das mulheres.
— Nós testamos em relação aos permissivos legais (em que a lei autoriza o aborto), e você vê que uma parcela importante da sociedade compreende a legalidade da interrupção da gravidez a depender das situações. Parte da população consegue racionalizar a partir da realidade. Mas a gente tem uma corrente conservadora que quer colocar até o debate do aborto na ilegalidade, quando, na verdade, é um problema sério de saúde pública — ressaltou a diretora, que estima a execução de 500 mil abortos inseguros por ano, conforme levantamos de especialistas dos direitos reprodutivos.
VEJA AQUI MATÉRIA COMPLETA

Fonte: Júlia Cople/Extra

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