A governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra, se pronunciou nas redes sociais sobre a censura do prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, que mandou apreender livros na Bienal carioca.
Fonte: Thaisa Galvão
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O prefeito Marcelo Crivella, que é bispo licenciado da igreja Universal, certamente tomou essa decisão motivado por suas crenças religiosas, entre as quais a de que homossexualismo seria “contra a lei de Deus”.
ResponderExcluirClaro que, ao tentar justificar o ato de censura na Bienal do Livro, o prefeito não citou a Bíblia, nem poderia. Em nota, informou que sua decisão estaria baseada no Estatuto da Criança e do Adolescente. Diz a nota: "A Prefeitura entendeu inadequado, de acordo com o ECA, que uma obra de super-heróis apresente e ilustre o tema do homossexualismo a adolescentes e crianças, sem que se avise antes qual seja o seu conteúdo."
O real motivo da censura à referida obra, porém, parece ter sido mesmo intolerância religiosa, o que é incompatível com o exercício de cargo público.
Ora, um prefeito deve governar para toda a cidade, e não apenas para uma parcela da população que compactua com suas crenças.
Partilho da opinião de que Política e Religião não se devem misturar. Sempre que se misturam dogmas religiosos com temas políticos e sociais fica ameaçado o ideal democrático de toda a nação.
A nossa Constituição contempla a pluralidade de crenças e a liberdade de culto, princípios básicos dos Estados laicos.
A imisção de doutrina religiosa em assuntos políticos abre um perigoso precedente para que preceitos religiosos de caráter dogmático se imponham sobre a administração pública como um todo, limitando ou suprimindo a liberdade de agir e interagir das pessoas, o que resultaria no domínio de grupos político-religiosos sobre os demais estratos da sociedade, estimulando o aumento da intolerância de uns sobre outros, que poderia evoluir para o fundamentalismo, o qual resulta quase sempre em conflitos sangrentos motivados pela fé, a exemplo do que ocorre em Estados do Oriente Médio.