Magistrada participou de sessão do julgamento sobre "penduricalhos" irregulares; Claudia Márcia de Carvalho é presidente da Associação Brasileira de Magistrados do Trabalho
Cláudia é juíza aposentada do TRT1 (Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região). Os dados são públicos e estão no Painel de Remuneração do CNJ (Conselho Nacional de Justiça). A lista mostra que ela é dispensada da cobrança de Imposto de Renda. Normalmente esse benefício é concedido a pessoas com diagnóstico de alguma doença grave.
No mês de dezembro foi quando a juíza recebeu o vencimento mais alto, aproximadamente R$ 128 mil líquidos.
Durante julgamento no STF (Supremo Tribunal Federal) sobre os penduricalhos pagos a servidores públicos, ela fez duras críticas ao que chamou de “quase nada” os benefícios recebidos por desembargadores.
"Juiz de primeiro grau não tem carro, paga do seu próprio bolso o combustível, o carro financiado, enfim. Não tem apartamento funcional, não tem plano de saúde, não tem refeitório, não tem água e não tem café", começou ela na primeira sessão de julgamento das liminares sobre a suspensão do pagamento de penduricalhos no serviço público.
E completou: "Desembargador também tem quase nada, a não ser um carro, mal tem um lanche".
Fonte: Leonardo Ribbeiro e Pedro Moreira/CNN
Foto: Reprodução/YouTube/TV Justiça

