Dos 16 mandados de prisão expedidos, pelo menos 12 foram cumpridos. Suspeitos cometiam os crimes em família, segundo apuração do Ministério Público de Mato Grosso do Sul.
Um ex-prefeito, uma médica, advogados, empresários, servidores públicos e familiares estão entre os 12 presos na Operação Gutenberg, deflagrada nesta terça-feira (7) pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco). Segundo a investigação, o grupo é suspeito de fraudar contratos públicos para a compra de livros e movimentar mais de R$ 27 milhões em recursos públicos.
Dos 16 mandados de prisão preventiva expedidos, pelo menos 12 foram cumpridos. Outros 43 mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Campo Grande, Dourados, São Gabriel do Oeste, Caarapó, Corguinho, Porto Murtinho, além de São Paulo (SP) e Abadiânia (GO).
Segundo o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), a investigação identificou uma organização criminosa com base em Campo Grande. O grupo é suspeito de praticar crimes contra a administração pública, como fraude em licitações, corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro.
Segundo nota divulgada pelo MPMS, empresários coordenavam o esquema, que teria atuação em diversos municípios de Mato Grosso do Sul. Conforme apuração do g1 MS e da TV Morena, entre os presos estão integrantes de três famílias:
Paulo Rogério de Melo, empresário;
Douglas Henrique de Melo, empresário e filho de Paulo Rogério;
Rossana Paroschi Jafar, sócia-administradora de uma gráfica de Campo Grande;
Felipe Paroschi Jafar, comissionado na Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul) e filho de Rossana;
Olívia Jafar, médica e empresária. Filha de Rossana Paroschi Jafar;
Ed Carlo Britto Burgatt, servidor da área de regulação da Secretaria de Estado de Saúde (SES);
Jéssyca Burgatt, empresária e filha de Ed Carlo.
Além dos familiares, a operação também teve como alvos um ex-prefeito, um advogado, um servidor público e outros investigados apontados pelo Gaeco.
Eronivaldo da Silva Vasconcelos Júnior, conhecido como Júnior Vasconcelos, ex-prefeito de Fátima do Sul (MS) e atual assessor político do deputado Jamilson Name, na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul;
Gabriel Taquino de Paula, advogado especializado em direito público;
Francisco Anizio dos Santos;
Joatan Gomes Peixoto;
Matheus Oliveira Peixoto.
O MPMS não detalhou, até a última atualização desta reportagem, qual era a participação individual dos presos no suposto esquema. O órgão também não informou quais funções específicas cada investigado exerceria na organização ou qual teria sido a atuação de cada um nas fraudes apuradas.
Ao g1, os advogados de Gabriel Taquino de Paula informaram que vão se pronunciar após ter acesso aos autos da operação. Em nota, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), informou que acompanhou as diligências. Veja a nota na íntegra abaixo.
Sobre os servidores públicos Ed Carlo Britto Burgatt e Felipe Paroschi Jafar, o governo de Mato Grosso do Sul informou que prestou apoio à operação e determinou a exoneração deles.
Fonte: José Câmara, Alex Mendes, Thais Libni, Rafaela Moreira, G1 MS e TV Morena
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