O alvo da investigação é a gestão do prefeito Lucas de Sousa Pereira, suspeita de transformar a máquina pública em um verdadeiro “cabide familiar”.
Segundo o Ministério Público, denúncias anônimas apontam que familiares do prefeito, do vice-prefeito, secretários e até vereadores teriam sido nomeados para cargos de confiança na Prefeitura de Paulista.
O caso é considerado grave porque pode configurar violação direta da Súmula Vinculante nº 13 do Supremo Tribunal Federal, que proíbe a contratação de parentes para cargos públicos por indicação política.
De acordo com a denuncia, estão na folha de pagamento da prefeitura a sogra do gestor; esposa do prefeito; mãe do prefeito; cunhada do prefeito; tia do prefeito ;esposa do secretário de Cultura, além de familiares de primeiro grau dos vereadores que compõem a base aliada na Câmara Municipal.
A investigação ganhou força após a Prefeitura ignorar sucessivas requisições oficiais enviadas pela Promotoria de Justiça de São Bento.
De acordo com o procedimento, o prazo legal expirou ainda em outubro de 2025 sem que a administração municipal apresentasse as informações consideradas essenciais pelo Ministério Público.
O silêncio da gestão agora levanta ainda mais suspeitas. Para investigadores, a ausência de respostas pode indicar tentativa de blindagem administrativa ou resistência em esclarecer quem são os verdadeiros beneficiados pelas nomeações dentro da prefeitura.
Com isso, o Ministério Público decidiu transformar a Notícia de Fato em Inquérito Civil, ampliando a apuração sobre possíveis atos de improbidade administrativa e afronta aos princípios da moralidade e da impessoalidade.
Fonte: Paulista News
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COMENTÁRIO SUJEITO A APROVAÇÃO DO MEDIADOR.