A decisão foi relatada pela desembargadora Marianne Judice de Mattos, que votou pela aplicação da penalidade máxima administrativa ao magistrado. O entendimento foi acompanhado por unanimidade pelo Plenário do tribunal.
De acordo com as investigações da Operação “Follow the Money”, conduzida pelo Ministério Público do Estado do Espírito Santo, o esquema envolvia a criação de ações judiciais simuladas com uso de documentação falsa, direcionamento na distribuição de processos e emissão indevida de alvarás.
Ainda segundo o MPES, há indícios de recebimento de vantagem indevida e prática de lavagem de dinheiro.
Na decisão, a relatora apontou que o juiz teria proferido sentenças “em prática estranha às atribuições do cargo” e “com o mínimo rigor técnico” enquanto atuava na 4ª Vara Cível de Vitória, da qual era titular.
O magistrado já havia sido afastado do cargo pelo TJES em agosto de 2024, e a vara onde atuava acabou sendo posteriormente suspensa.
As investigações apontam que o grupo teria desviado valores de contas pertencentes a pessoas falecidas, que possuíam altos investimentos bancários parados e não tinham herdeiros interessados.
Fonte: Espirito Santo Informação
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