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quarta-feira, 22 de abril de 2020

O DISCURSO DO MINISTRO DA SAÚDE: 3 MINUTOS E 20 SEGUNDOS DE OBVIEDADES

Três médicos avaliam o discurso de Nelson Teich e concluem: "ele disse que fará o mesmo que o Mandetta faria, só que em um momento diferente".

O novo ministro da Saúde, Nelson Teich, não tem o dom da retórica como seu antecessor, Luiz Henrique Mandetta, defenestrado pelo presidente Jair Bolsonaro, entre outros motivos, pela simpatia que vinha despertando em suas aparições televisivas. À frente do ministério, Teich interrompeu a série de entrevistas coletivas diárias adotadas pela pasta para falar sobre o combate ao coronavírus e fez apenas dois pronunciamentos: um no dia da posse e outro nessa segunda-feira, 20, em um vídeo de 3 minutos e 20 segundos.
VEJA pediu a três médicos, dois deles que conhecem o ministro pessoalmente, para avaliar a declaração de Teich no vídeo desta segunda-feira. Os três foram unânimes em dizer que ele foi “técnico”, “óbvio” e o mais surpreendente: disse que fará exatamente o que Mandetta disse que faria, só que de outra forma e em outro momento da crise, quando os testes e insumos começam a reaparecer no mercado.
No vídeo Teich afirma que está planejando uma “saída estruturada e progressiva do isolamento” e, para isso, o ministério aumentará de 24 milhões para 46 milhões a quantidade de testes a serem aplicados na população. “Esses testes vão ser usados de uma forma que permitam que a gente entenda o que está acontecendo na sociedade. Em uma analogia, é a mesma coisa que fazer uma pesquisa de opinião. Você define qual a amostra ideal da sociedade que você vai usar, para que ela (amostra) reflita essa sociedade, para que você entenda o que está acontecendo, para que você possa tomar suas decisões e desenhar suas ações de forma mais segura e organizada”.
Não deixa de ser aflitivo que, em meio a anúncios diários de mortes e da redução acelerada de leitos de UTI, o ministro profira frases como: “entender melhor o que está acontecendo na sociedade”, “para que se possa tomar decisões e desenhar ações de forma mais segura e ordenada”. A impressão é que tais afirmações fossem mais adequadas há dois meses atrás, não agora.
LEIA MATÉRIA COMPLETA AQUI

Fonte: Roberta Paduan/Veja
Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

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