Desde que chegou em terras japonesas, Ítalo afirmava categoricamente que estava pronto para conquista o pódio no seu lugar mais alto.
"Eu vim para vencer", sempre expressava sua disposição em entrevistas e conversas com amigos.
O potiguar venceu todas as baterias que disputou e na final enfrentou o japonês Kanoa Igarashi, que surpreendia. Mas a habilidade e experiência de anos no mar, fez a diferença.
Ítalo conheceu o surfe aos 8 anos de idade, mas foi somente aos 10 anos que teve uma prancha. Antes, usava tampas de caixas de isopor do pai, que vendia peixe em Baía Formosa, para surfar.
Em 2013/2014, aos 20 anos conquistou o bicampeão mundial Pro Júnior. E neste mesmo ano venceu classificou-se para fazer parte da Liga Mundial de Surfe (WSL), que é a nata do surfe mundial. E na 1ª temporada, no ano seguinte, o menino de Baía Formosa terminou como 7º melhor do mundo, vencendo o "Rookie Of The Year", que é como chama-se o melhor novato colocado.
O 1º título mundial como profissional, veio em 2019, quando foi campeão da World Surf League (WSL), vencendo a etapa da paradisíaca cidade de Banzai Pipeline, no Havaí, derrotando ninguém menos que o então temido bicampeão, também brasileiro Gabriel Medina. Ítalo Ferreira foi assim o 3º melhor a conquistar .Ítalo se tornou o terceiro brasileiro a conquistar o título mundial.
Em 2021, já é o segundo colocado no ranking, ficando somente atrás de Gabriel Medina. Contudo, após a olimpíada, o ranking deve ser alterado.
Foto: Lisi Niesner/Reuters

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