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quarta-feira, 28 de julho de 2021

MINISTÉRIO DA SAÚDE DESCARTA REDUZIR INTERVALO PARA SEGUNDA DOSE DA PFIZER

O Ministério da Saúde descartou a possibilidade de adiantar a aplicação da segunda dose da Pfizer, neste momento. Assim, apesar da alteração na bula, o intervalo de 90 dias será  mantido até que 100% da população vacinável, isto é, acima dos 18 anos, tenha recebido pelo menos uma dose de algum dos imunizantes contra a covid-19. A decisão foi oficializada na noite desta terça (27) em uma nota assinada pelo ministro Marcelo Queiroga e pelos presidentes do  Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (CONASEMS), Carlos Eduardo de Oliveira, e do Conselho Nacional de Saúde (CONAS), Wilames Freire Bezerra.

No início da tarde, o secretário-executivo Conasems, Mauro Junqueira, adiantou ao Congresso em Foco que a equipe técnica do conselho era contra alterar a data de aplicação da segunda dose. Ele também comentou que isso não poderia ocorrer por determinação unilateral  do Ministério da Saúde e que posição do órgão tinha sido tinah sido oficializada por uma nota técnica e levada ao ministro Queiroga.

“O Ministério da Saúde não determina essa mudança e quem executa são os municípios. Temos uma câmara técnica de especialistas composta por Conass e o Conasems que emitiu um parecer [contrário]. E tem uma câmara tripartite, com mais o Ministério da Saúde”, disse explicando que o parecer técnico foi apresentado a esta câmara tripartite. “O governo pode propor a mudança, mas ela só acontece quando há uma pactuação”, completou

Junqueira reforçou, ainda, que as previsões são de que a cobertura vacinal com pelo menos uma dose do imunizante chegue a 100% da população brasileira acima de 18 anos em setembro.

A redução no intervalo de aplicação de doses da Pfizer de  90 para 21 dias veio à público na segunda-feira (26) quando o ministro Marcelo Queiroga apresentou esta possibilidade enquanto como uma estratégia para tentar barrar a circulação da variante delta.

Ainda de acordo com a nota divulgada nesta terça, os "estados e municípios devem seguir, rigorosamente, as definições do Programa Nacional de Imunizações (PNI) quanto aos intervalos entre as doses e demais recomendações técnicas, sob pena de responsabilidade futura".

Fonte: Congresso em Foco

Foto: Marco Verch

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