Diálogos interceptados revelam o racha interno do grupo com a frase explícita “um rouba o outro”, expondo não uma mera irregularidade, mas uma verdadeira organização criminosa dentro do tribunal, onde magistrados, assessores, juízes e advogados atuavam como quadrilha para acelerar ou manipular processos mediante vantagens indevidas, corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro e até distribuição seletiva de ações.
Enquanto o cidadão comum espera anos por uma decisão justa e sofre com a morosidade crônica da Justiça, parte da toga maranhense transformava o Poder Judiciário em balcão de negócios, negociando alvarás, liminares e sentenças como mercadoria.
O afastamento dos dois desembargadores, um deles já envolvido em outra operação por desvio de recursos públicos, é apenas o sintoma visível de um problema muito mais profundo: a impunidade histórica, a falta de transparência real e a cultura de que “juiz não vai preso” permitem que esse tipo de mercantilização da justiça se perpetue.
No fim, quem perde é sempre a sociedade, que assiste atônita ao espetáculo de desembargadores brigando pelo butim enquanto a credibilidade do Judiciário desaba para níveis subterrâneos.
Fonte: Rodolfo Oliveira/
Foto: Divulgação
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COMENTÁRIO SUJEITO A APROVAÇÃO DO MEDIADOR.