A declaração foi dada na abertura do seminário “Por estas e por outras”, que tem o objetivo de debater a justiça pelo olhar de mulheres
A ministra Cármen Lúcia (foto), do STF, afirmou hoje que “os brasileiros a cada dia têm que escolher qual ferida vão que acudir e isso não é o que representa a sociedade justa e livre, uma vez que as violências e chagas sociais continuam a contracenar com todos os cidadãos.”
A declaração foi dada na abertura do seminário “Por estas e por outras”, que tem o objetivo de debater a justiça pelo olhar de mulheres. Idealizado pelas ministras Cármen Lúcia e Rosa Weber, além da ministra aposentada Ellen Gracie. Oportunidades de trabalho, acesso à saúde, desigualdade de gênero e violência contra a mulher estão entre os temas abordados durante as palestras.
A ministra disse ainda que uma sociedade livre, justa e solidária não é sonho, é lei.
“Aqueles que atuam contra as liberdades, com gestos contrários, agem contra a Constituição. O STF em a função de guarda da CF e é sempre bom saber que isso não significa guardar numa prateleira, mas garantir que os direitos sejam colocados”, afirmou.
Segundo Cármen, há avanço, sim, mas não é verdade que as mulheres são silenciosas.
“Somos tornadas invisíveis por um modelo de sociedade. Não delegamos nossa voz a ninguém. Queremos ter voz e vez. Canso de ouvir: sei o que está passando, nem eu sei. Ninguém sabe. Tenho dito que eu quero que possamos falar do que queremos e como precisamos ser”, disse.
Fonte: O Antagonista
Foto: José Cruz
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